O que não era previsto, não constava nas listas de apostas e ninguém previa na lista de indicados ao OSCAR 2010:
- MAGGIE GYLLENHAAL (foto), Atriz Coadjuvante por "Coração Louco" (Crazy Heart) - primeira indicação desta talentosa irmã do ator Jake Gyllenhaal. Ela havia sido indicada ao Globo de Ouro por "Secretária", em 2002 e levou o National Board of Review no mesmo ano pelo papel.
- "O LADO CEGO" (The Blind Side), concorre a Melhor Filme - o lobby gigantescamente bem administrado da Warner deu certo. Que feio, Academia. Deixar de fora produções de peso e bem cotadas como "A Single Man" e "Invictus" e incluir uma coisa mediana como este filme!
Sandra Bullock, que há 2 meses nem era cotada pelo papel, agora passa a ser a favorita na categoria de Atriz, pelo mesmo filme.
Nada como ter bastante dinheiro e fazer uma bela campanha de marketing. Até filmes ruins conseguem se consagrar.
- "Brendan and the Secret of Kells" (Brendan et le secret de kells), animação da França/Bélgica - totalmente inesperada a indicação. Os produtores de "Tá Chovendo Hambúrguer" devem estar se contorcendo de ódio. A animação belga surrupiou sua vaga na categoria.
- "IN THE LOOP", filme britânico dirigido pelo escocês ARMANDO IANUCCI concorre a Roteiro Adaptado.
- O filme italiano "IL DIVO", de Paolo Sorrentino recebe a indicação a Melhor Maquiagem (Vittorio Sodano, que já havia concorrido ne mesma categoria há 4 anos por "Apocalypto", de Mel Gibson).
- O filme francês "Faubourg 36" (Paris 36), de Christophe Barratier, concorre a Melhor Canção: "Loin de Paname". Barratier deu à França a indicação de Filme Estrangeiro em 2004, por "A Voz do Coração" (Les Choristes).
AS BOAS SURPRESAS:
- PENELOPE CRUZ, Atriz Coadjuvante por "Nine". A Espanha está em polvorosa.
- MATT DAMON, Ator Coadjuvante por "Invictus".
- JASON REITMAN ("Amor sem Escalas") e LEE DANIELS ("Preciosa") indicados a Direção.
- O austríaco CHRISTIAN BERGER, parceiro de Michael Haneke em filmes como "A Professora de Piano" e "Caché", recebe sua primeira indicação pela bela fotografia em preto & branco de "A Fita Branca", que deve dar o prêmio de Filme Estrangeiro à Alemanha.
- A América Latina recebe 2 indicações a Filme Estrangeiro (normalmente eles deixam apenas uma vaga), com "A TETA ASSUSTADA" (Peru) e "O Segredo de Seus Olhos" (Argentina).
- "UP - Altas Aventuras" recebe 5 indicações, incluindo Melhor Filme e Melhor Animação. Os executivos da Disney/Pixar devem estar tomando champagne agora.
- "SHERLOCK HOLMES" recebe 2 indicações: Trilha Sonora (do ótimo Hans Zimmer que não concorria desde 2001, quando foi indicado por "Gladiador") e Direção de Arte. Zimmer já venceu a estatueta pela trilha de "O Rei Leão", em 1995.
- A figurinista MONIQUE PRUDHOMME, de "O Imaginário do Dr. Parnassus" recebe sua primeira indicação pelo absurdo Figurino do filme, que também concorre a Direção de Arte. O efeito Heath Ledger (que faz parte do elenco) ainda comove os membros da Academia.
- "DISTRITO 9" cravou 4 indicações: Filme, Roteiro Adaptado, Edição e Efeitos Visuais.
- "UM HOMEM SÉRIO": os irmãos Coen, poderiam ter recebido mais indicações mas entraram na lista de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original.

O filme "QUANTO DURA O AMOR?", do paulistano ROBERTO MOREIRA tem recebido inúmeros convites para festivais internacionais.
Depois de estrear mundialmente no Festival de Palm Springs, mês passado, o longa, que recebeu o título internacional de "PAULISTA", será exibido esta semana na segunda edição do HOLLYWOOD BRAZILIAN FILM FESTIVAL e dentro de algumas semanas em mais um festival na California. Desta vez, na cidade de San Jose, num festival chamado CINEQUEST.
O diretor e a protagonista premiada MARIA CLARA SPINELLI (foto) estiveram em Palm Springs. Esta semana a atriz (elogiada em jornais e publicações como a Variety nos EUA) embarca novamente para Los Angeles para mais 3 exibições de seu belo filme (que tem encantado os críticos americanos) no famoso Chinese Theatre, que faz do complexo que inclui o Kodak Theatre, onde acontece a cerimônia de entrega do OSCAR.
"Quanto Dura o Amor?" continua em cartaz no Brasil e ao longo de 2010 será exibido em diversos festivais pelo mundo.

Em Fevereiro estreia em Nova York a nova montagem da famosa peça de William
Gibson, "THE MIRACLE WORKER". A versão cinematográfica, de 1962, com título brasileiro
de "O Milagre de Annie Sullivan", foi vencedora dos OSCARs de Melhor
Atriz (Anne Bancroft) e Atriz Coadjuvante (Patty Duke).
ABIGAIL BRESLIN (de "Pequena Miss Sunshine"), agora aos 14 anos, é a
garota cega, surda e muda, ajudada pela esforçada Annie do título
(a ascendente Alison Pill, de "Milk" e "Querida Wendy").
A montagem utilizará ferramentas de descrição dos atos (D-Scryptive
Audio System) e I-Caption para espectadores cegos ou surdos-mudos na
plateia. Fato inédito na Broadway.
A reestreia faz parte da comemoração dos 50 anos do texto, vencedor do Tony Award.
Esta semana estreia "A VIEW FROM THE BRIDGE" (Panorama Visto da Ponte),
de Arthur Miller, com SCARLETT JOHANSSON e LIEV SCHREIBER (o
Dente-de-Sabre em "Wolverine"). Miller fala sobre a intolerância
social, o preconceito com imigrantes e um tórrido triângulo amoroso nos
anos 50.
"RACE", nova peça do sempre genial DAVID MAMET discorre sobre os afobados trâmites da Justiça e traz no elenco JAMES SPADER no papel de um advogado que hesita em aceitar a defesa de um
cliente branco que teria estuprado uma mulher negra.
"PRIDE", do novato dramaturgo Alexi Kaye Campbell, pula fantasticamente dos
anos 50 para os dias atuais e recorta um complexo envolvimento amoroso entre dois homens e uma mulher. No
elenco, os britânicos: BEN WISHAW (de "Perfume") e HUGH DANCY (de "Ao Entardecer").
CATHERINE ZETA-JONES e ANGELA LANSBURY estão juntas em "A LITTLE NIGHT
MUSIC", música de Stephen Sondheim, baseado no filme de Ingmar Bergman "Sorrisos de
uma Noite de Amor". O texto focaliza paixões e intrigas numa casa de campo em
plena Suécia do século passado.
"VENUS IN FUR" traz o sumido WES BENTLEY (de "Beleza Americana"), numa
trama repleta de tensão sexual, desejos e descobertas.
Bentley acabou de filmar com Rodrigo
Santoro "There Be Dragons", a fantasia de Rolland Joffé ("A Missão") que estreia em
Junho.
O frio bate forte, mas os palcos fervilham na Big Apple.

Ano passado Los Angeles foi palco do nascimento de mais uma importante
vitrine para o cinema brasileiro: o HOLLYWOOD BRAZILIAN FILM FESTIVAL,
criado pela batalhadora e apaixonada pela cinematografia de seu país de
nascimento, TALIZE SAYEGH, carioca radicada na California há duas
décadas. Proprietária da LIS Productions, empresa divulgadora da cultura brasileira nos EUA, Talize também dirigiu um curta-metragem, "Vendedores", com Ricardo Tozzi e Jonatha Haagensen, auxilia o Festival do Rio com "Guest Services" e foi produtora assistente e consultora da comédia cartunesca "Embarque Imediato", de Alan Fiterman.
Nesta segunda edição do festival, Talize selecionou filmes como: o insólito "ELVIS E MADONA",
de Marcelo Laffitte, com Igor Cotrim e Simone Spoladore, o lisérgico
"HOTEL ATLÂNTICO", de Suzana Amaral, o inebriante "QUANTO DURA O AMOR?", de Roberto Moreira e a bela fábula de Marcelo Gomes, "CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS".
O filme de abertura será "SEGURANÇA NACIONAL", de Roberto Carminatti. Espécie de thriller policial, o longa traz no elenco nomes como Thiago Lacerda, Milton Gonçalves, Ângela Vieira e Viviane Victorette.
Carminatti é realizador da tv Globo e dirigiu novelas como "Caminho das Índias" e a série "Amazônia - de Galvez a Chico Mendes".
De 4 a 7 de Fevereiro Los Angeles fervilhará com talentos brasileiros da sétima arte.

Num final de tarde torrencialmente chuvoso em Nova York, finalmente vi,
em pequena sala ao lado do Hotel Plaza, a prestigiada estreia de TOM
FORD na direção.
Baseado no livro homônimo de Christopher
Isherwood, "A SINGLE MAN" (Direito de Amar, ridículo título brasileiro,
remete a uma novela de TV) é um belo conto sobre o desconforto de um
homem de meia-idade em relação a sua própria existência, sua amargura e
sofrimento em razão da morte do companheiro, sua solidão infinita e sua
vontade de desaparecer do mundo.
COLIN FIRTH tem a melhor performance de sua carreira ao viver um
professor universitário inglês radicado em Los Angeles. Meticuloso,
elegante, ternos extremamente bem cortados, gravatas slim, uma capa protetora de homem forte e
inabalável. Por dentro, um ser humano que carrega uma dor e uma gigantesca sensação de isolamento.
Firth venceu o Copa Volpi de Melhor Ator no Festival de
Veneza, foi indicado ao Globo de Ouro e deve concorrer ao OSCAR. Seu
trabalho é silencioso, tragicamente palpitante. Uma das melhores e mais
inteligentemente sutis interpretações de um personagem homossexual que
o cinema já teve.
De "O Diário de Bridget Jones", passando por "Mamma
Mia" e inúmero filmes de época, Firth teve o grande momento de sua
carreira agora, prestes a completar 50 anos. Vale lembrar que ele também faz
parte do casting da nova adaptação do livro de Oscar Wilde, "O Retrato
de Dorian Gray", de Oliver Parker, que estreou em setembro na
Inglaterra e até agora nem sinal do filme nos EUA.
MATTHEW GOODE faz o companheiro de quase duas décadas morto num acidente de carro, cuja
ausência é sentida em cada fotograma e flashback. Goode chamou atenção em "Match
Point", de Woody Allen, e depois de alguns papeis sem importância,
chegou a protagonizar uma comédia que acabou de estrear em Nova York,
"Leap Year", ao lado de Amy Adams.
JULIANNE MOORE (também indicada ao Globo de Ouro, de coadjuvante) é uma
das luzes acesas do sombrio filme de Ford. Na pele da melhor amiga e
ex-amante do protagonista, a atriz transborda energia, mas há camadas e
dores por trás daquele sorriso e daquele glamour. Lembra o vigor de sua
performance em "Boogie Nights", de P.T. Anderson.
A surpresa: o inglês NICHOLAS HOULT, aos 19 anos, está apaixonante,
numa interpretação segura e corajosa de um aluno cujas intenções em
relação ao professor extrapolam o âmbito acadêmico. Há apenas 8 anos
ele era praticamente uma criança em "Um Grande Garoto" (About a Boy, 2002),
ao lado de Hugh Grant. Em 2007 viveu um personagem gay na série de TV inglesa "Skins" (Juventude à Flor da Pele). O garoto cresceu (1.93 de altura), apareceu e deve ascender
profissionalmente a partir de agora. Guardem o nome dele.
A reveladora fotografia é do espanhol EDUARD GRAU e exibe um fascinante
degradée de cores e texturas que indicam o estado de espírito do professor.
O
passado, com o namorado, é traduzido em total preto & branco. O presente, em
cores esmaecidas e acinzentadas, transmite a atmosfera dos
anos 60. Algumas passagens, que revelam uma tentativa - quase sempre
mal-sucedida - de livrar-se daquele luto constante, são mostradas em cores fortes aquecedoras,
lábios vermelhos, peles douradas e olhos azuis de alguns personagens à
sua volta. Como se o mundo quisesse mostrar - em vão - que a vida vale a pena. Essa mudança na paleta de cores foi também muito bem
utilizada e organicamente inserida na narrativa em "Traffic", de Steven
Soderbergh.
A arrebatadora trilha sonora é do polonês ABEL KORZENIOWSKI, repleta de
elementos minimalistas e circulares. Bebe na fonte de mestres como
Philip Glass ("As Horas"). O polonês teve colaboração do japonês Shigeru Umebayashi, de filmes como "2046" e "Amor à Flor da Pele", de Wong Kar-Wai.
"A SINGLE MAN" (Direito de Amar) discorre fluidamente sobre solidão, suicídio, isolamento e sexualidade de uma maneira incrivelmente lúcida e madura.
A estreia do fashion designer Tom Ford na direção tem pegada muito mais
alegórica do que realista, resultando num belíssimo estudo visual das
dores submersas de um homem que não consegue enxergar seu próprio
futuro.
Em cartaz em circuito alternativo há apenas duas semanas nos EUA, estreia em Fevereiro no Brasil e algumas capitais da Europa.
Se receber indicações ao OSCAR (o que é provável), deve expandir sua distribuição pelo mundo.

Os filmes brasileiros "QUANTO DURA O AMOR?", de Roberto Moreira e "DZI CROQUETTES", de Raphael Alvarez e Tatiana Issa serão exibidos no FESTIVAL INTERNACIONAL DE PALM SPRINGS, cidade a alguns quilômetros de Los Angeles, EUA.
O festival acontece de 5 a 18 de Janeiro de 2010, recebe filmes do mundo inteiro e terá inúmeras exibições em pré-estreia de filmes que concorrem ao Globo de Ouro e ao OSCAR.
"Quanto Dura o Amor?" teve seu titulo internacional traduzido para "PAULISTA". O lançamento internacional ficou a cargo da Figa Films, que tem em seu catálogo "A Casa de Alice", de Chico Teixeira.
O filme de abertura será "THE LAST STATION", de Michael Hoffmann, que recorta momento da vida do escritor russo Leon Tolstoi. HELEN MIRREN e CHRISTOPHER PLUMMER estão concorrendo ao Globo de Ouro.
Helen Mirren, Morgan Freeman, Anna Kendrick, Jeff Bridges e Mariah Carey receberão prêmios especiais.
As sessões de "Quanto Dura o Amor?" (Paulista):
Dia 8, às 18:30h, no Palm Canyon Theatre
Dia 9, às 10:30h, no Palm Canyon Theatre
O diretor Roberto Moreira e a atriz MARIA CLARA SPINELLI (premiada pela sua atuação no II Festival de Paulinia, juntamente com SÍLVIA LOURENÇO) estão negociando sua presença no festival.

Nascido na Inglaterra, mas radicado em Rockingham, a 01 hora de Perth (Austrália) desde criança, SAM WORTHINGTON, 33 anos, é a nova sensação da indústria de cinema.
Interpretando o paraplégico Jake Sully, protagonista de "AVATAR", Worthington vem ganhando merecidos elogios da crítica mundial. O ator fez um cuidadoso trabalho para neutralizar o forte sotaque australiano e construiu seu personagem com o talento e a segurança de um veterano.
Em "Avatar", suas pernas frágeis e praticamente sem massa muscular (totalmente digitalizadas) deixaram os produtores do filme - e provavelmente seu agente - com receio de que muitas pessoas achassem que ele tem os membros inferiores deficientes. Portanto, Worthington tem comparecido a entrevistas e programas de TV vestindo camiseta e bermuda, como se estivesse indo a um churrasco.
James Cameron escolheu o ator há mais de 2 anos, em audições. Teve que provar ao estúdio que Worthington seria a escolha certa. Cameron realmente tinha razão. O ator é uma das grandes surpresas dramáticas da temporada.
Sam Worthington começou no teatro, na Austrália. Trabalhou com o diretor Neil Armfield, numa peça chamada "Judas Kiss". Armfield depois filmaria com o também australiano Heath Ledger o drama "Candy".
Em 2002, Worthington fez uma ponta no papel de um soldado em "A Guerra de Hart" (Harts War), ao lado de Bruce Willis e Colin Farrell.
No mesmo ano, fez parte do elenco de uma elogiada comédia australiana, "JOGO SUJO" (Dirty Deeds), com os conterrâneos Sam Neill, Bryan Brown e Toni Collette.
Depois de alguns papéis em filmes de pouca importância e uma temporada na TV australiana, Worthington foi escalado para o papel de Marcus Wright, em "O Exterminador do Futuro 4 - A Salvação" (Terminator Salvation).
Chamou tanta atenção no filme que ofuscou até mesmo o protagonista Christian Bale.
Em 2006, quase foi escolhido para ser o 007 de "Cassino Royale" (Casino Royale), mas Daniel Craig acabou tomando seu lugar.
Sam Worthington acabou de participar de 3 filmes (já finalizados), que devem ser lançados em 2010:
O drama "The Depth", de John Madden, diretor de "Shakespeare Apaixonado" (Shakespeare in Love), ao lado de Helen Mirren e Tom Wilkinson.
A comédia romântica "Last Night", ao lado de Keira Knightley, Eva Mendes e o francês Guillaume Canet.
O remake do sucesso de 1981, "Fúria de Titãs" (Clash of the Titans), no papel de Perseus. A refilmagem teve direção de Louis Leterrier ("Incrível Hulk", versão com Edward Norton).
Liam Neeson será Zeus e Ralph Fiennes será Hades.
Previsto para estrear em Abril.
Este ano foi eleito o Homem do ano, pela revista GQ australiana, despontando os conterrâneos Eric Bana e Russell Crowe.

Brasileiros:
1. "À DERIVA", de Heitor Dhalia
2. "DO COMEÇO AO FIM", de Aluizio Abranches
3. "A FESTA DA MENINA MORTA", de Matheus Nachtergaele
4. "SE NADA MAIS DER CERTO", de Zé Eduardo Belmonte
5. "QUANTO DURA O AMOR?", de Roberto Moreira
"É PROIBIDO FUMAR", de Anna Muylaert
SURPRESA: "VERÔNICA", de Mauricio Farias
Estrangeiros:
1. "ANTICRISTO" (Antichrist), Dinamarca
2. "ENTRE OS MUROS DA ESCOLA" (Entre Les Mures), França
3. "NINHO VAZIO" (El Nido Vacío). Uruguai
4. "BEM-VINDO" (Welcome), França
5. "O LEITOR" (The Reader), Inglaterra
6. "FROST/NIXON" (Idem), Inglaterra
7. "BASTARDOS INGLÓRIOS"(Inglorious Basterds), EUA
8. "FOI APENAS UM SONHO" (Revolutionary Road), EUA
9. "ABRAÇOS PARTIDOS" (Los Abrazos Rotos), Espanha
10. "500 DIAS COM ELA" (500 Days of Summer), EUA
SURPRESA: "TINHA QUE SER VOCÊ" (Last Chance Harvey), EUA

"AMOR SEM
ESCALAS" (Up in The Air) , "BASTARDOS INGLÓRIOS" (Inglorious Basterds)
, "NINE" e "GUERRA AO TERROR" (The Hurt Locker) receberam inúmeras
indicações.
As surpresas: TOBEY MAGUIRE, que não estava cotado em nenhuma lista, recebeu
indicação a Ator (Drama) pelo remake do dinamarquês "ENTRE IRMÃOS"
(Brothers), de Susanne Bier. A versão americana tem direção do irlandês JIM
SHERIDAN ("Meu Pé esquerdo"). Jake Gyllenhaal faz o irmão e Natalie
Portman, a esposa.
O filme também concorre a Melhor Canção, a belíssima "Winter", do U2.
MICHAEL STUHLBARG foi indicado a Melhor (Comédia) pelo filme dos irmãos
Coen, "UM HOMEM SÉRIO" (A Serious Man). O ator, até então um quase
anônimo, deve estar pulando de alegria. Ele este no filme do brasileiro
Antonio Campos, "Afterschool" e no seriado "Ugly Betty".
"AVATAR" realmente encantou a crítica e o lobby deve estar sendo gigantesco. Recebeu 4 indicações: Filme.
Direção (James Cameron), Trilha Sonora (James Horner) e Canção ("I Will
See You", de Leona Lewis).
JEREMY RENNER, cotadíssimo a Melhor Ator por "Guerra ao Terror", ficou de fora na lista de Melhor Ator.
ANTHONY MACKIE, pelo mesmo filme, também foi esquecido como Ator Coadjuvante.
JOSEPH GORDON-LEVITT, mais do que merecido, concorre a Ator (Comédia),
por "500 DIAS COM ELA", que também concorre a Filme (Comédia).
Receberam duplas indicações:
SANDRA BULLOCK, Atriz (Drama), por "O LADO CEGO" (The Blind Side) e
Atriz (Comédia), por "A PROPOSTA". O agente dela deve estar pulando no
sofá.
MATT DAMON , Ator (Comédia) por "O DESINFORMANTE" (The Informant), de
Steven Soderbergh e Ator Coadjuvante por "INVICTUS", de Clint Eastwood.
MERYL STREEP, Atriz (Comédia), por "JULIE & JÚLIA" e "SIMPLESMENTE COMPLICADO" (It is Complicated).
JULIA ROBERTS concorre a Atriz (Comédia) por "DUPLICIDADE" (Duplicity).
"BAARÍA" (Itália), de Giuseppe Tornattore, concorre a Filme Estrangeiro.
"ABRAÇOS PARTIDOS" (Los Abrazos Rotos), deu a Almodóvar mais uma indicação. Ele não pode concorrer ao OSCAR na categoria porque a Espanha preferiu enviar à Academia o filme de Fernando Trueba, "El Baile de La Victoria".

A engraçadíssima tosse crônica de uma fumante é o primeiro som, ainda sem imagens, que ouvimos. Os créditos iniciais são apresentados ao som da vibrante
"Taj Mahal", nas vozes de Jorge Benjor e Gilberto Gil. A música
brasileira, aliás, é um dos personagens de "É PROIBIDO FUMAR", segundo filme da cineasta
paulistana ANNA MUYLAERT.
A trilha sonora de Márcio
Nigro resgata deliciosas e nostálgicas canções como "Baby", não por
acaso nome da protagonista, quarentona solitária, fumante inveterada
e professora de violão.
Ao engatar um inusitado romance com o vizinho novato, músico de churrascaria e trejeitos malandros,
Baby redescobre novos prazeres em sua vidinha medíocre. A minuciosa e bem pesquisada direção de arte de Mara Abreu traz o "kitsch" e o cafona do
entorno que circunda a vida da protagonista de maneira carinhosa e lúdica. Repleto de cacarecos, bibelôs e cartazes, todas as cores e
texturas do mundo estão dispostas no espalhafatoso apartamento de Baby. O figurino de
Marisa Guimarães também está excelente: a roupa fala muitas vezes pelos
personagens: as blusas horrorosas e apertadas de Baby, a camiseta rock
de Max (PAULO MIKLOS) ou o visual baranga de Estelinha (Alessandra
Colassanti).
O filme de Anna tem humor ligeiro e um roteiro original muito bem
amarrado. A música transmite a vitalidade esquecida da protagonista e
a fotografia de JACOB SOLITRENIK (de "Durval Discos", filme anterior da
diretora) penetra nos interiores burlescos revelando sofás desgastados, estantes encharcadas de objetos, um piano velho, cinzeiros, geladeiras com centenas de magnéticos, indiscrições, risadas recostadas ao som de violão e a tão
politicamente incorreta fumaça do cigarro, que aplaca a solidão desta
mulher, prestes a ganhar novos fôlegos e inesperado olfato.
GLÓRIA PIRES está muito bem como a protagonista mal-ajeitada e
singular, transmitindo carisma e energia a uma mulher simplória. A
atriz acerta no sotaque paulistano na maioria das cenas, com exceção do
emotivo momento em que conta a irmã que sente falta do gosto do bolo
decorado com coelhos de sua infância, onde derrapa em algumas palavras
devido ao choro tão sincero, digno de ótimas intérpretes.
Há, como de costume no cinema paulista recente um desfile de atores vindos do
teatro, alguns deles beneficiados pela edição, outros não. A maioria
dos filmes brasileiros recentes tem cravado não mais que 90 minutos em
sua edição final, o que muitas vezes é pouco quando os personagens são
cativantes e bem construidos (fica-se querendo saber mais do casal
central). Cenas com mais minutos poderiam ter os personagens de Marisa
Orth, Rafael Raposo ("Noel - O Poeta da Vila"), Marcelo Mansfield e
PAULA PRETTA. Esta última, hilária no papel da depiladora de nome
ingrato (Vanilda) deveria ter levado o prêmio de Atriz Coadjuvante no
Festival de Brasília, no lugar da colega que venceu, Daniela Nefussi
(criadora do grupo Teatro da Vertigem), que vive a irmã Teca. Paula
Pretta tem mostrado sua versatilidade no cinema, roubando a cena em personagens
sempre coadjuvantes em filmes como "O Cheiro do Ralo", "Antônia",
"Contra Todos", "Quanto Dura o Amor?" e a série "Alice", da HBO. Paula consegue transformar-se em qualquer mulher, da mais dramática à
mais cômica. Está mais do que na hora de ganhar um papel de
protagonista em algum projeto futuro.
Há um ótimo momento, onde a diretora reune três gerações dos Abujamra,
colocando no espaço ínfimo (e íntimo) do elevador o ex-sogro, o
ex-marido e o filho.
Grande vencedor do último Festival de Brasília o filme de Anna Muylaert
é leve, despretensioso, bem narrado, com atores em bons momentos e um
visual "oldfashioned". Anna Muylaert tem mãos seguras para falar da classe média, arrancar atuações refrescantes do elenco e eficiência para fazer surgir excentricidades e
idiossioncrasias destes seres à procura da felicidade.

Boa surpresa a peça "SE VOCÊ ME AMASSE", primeiro texto teatral do
arquiteto-cenógrafo-colunista DUÍLIO FERRONATO.
Dois rapazes ensaiam uma peça, moram juntos, confundem-se ludicamente com os personagens, apaixonam-se e de maneira muito bem-humorada e perspicaz, fazem abordagens a respeito de relacionamentos, tesão, sexo e casamento. É sobre o amor ou a descrença nele nos dias atuais. Falar de clichês sem
se tornar clichê é
uma arte difícil! Que sorte o criativo e ágil texto do recém-dramaturgo
cair nas mãos de alguém com a competência do multidisciplinar OTÁVIO
MARTINS.
Fica difícil decidir se Otávio é melhor atuando, dirigindo ou
escrevendo. São de qualidade todos os projetos nos quais ele se envolve:
Seu urgente texto "Mediano" é um sucesso de críticas. Sua atuação em "O Livro dos Monstros
Guardados", peça de Rafael Primot, é amedrontante. Sua direção aqui, tem a destreza de deixar leve um tema que poderia ser maçante. Há inúmeras repetições de frases e diálogos na peça. Mas, ao mesmo tempo, nada parece repetitivo ou enfadonho. A agilidade da direção envolve.
CHICO RIBAS vem amadurecendo dramaticamente de
maneira admirável. Seu personagem é cínico, engraçado, cético e
confuso na medida
certa.
Chico começou com participações pequenas em algumas peças do Satyros
como "120 Dias de Sodoma", mas seu entusiasmo e inteligência cênica
logo fizeram com que ele se destacasse diferentemente. Ganhou figuras divertidas e repletas de frescor ao lado de Alberto Guzik
em "O Monólogo da Velha Apresentadora" e "Liz". Em "Vestido de Noiva"
assumiu um papel com praticamente minutos de ensaio e saiu-se
incrivelmente bem. Agora, Chico teve sua chance de realmente mostrar
seu ótimo trabalho. Um jovem ator doce e cativante, que ainda encantará
muitos diretores e muitos espectadores.
JÚLIO OLIVEIRA é um dos rostos novos e cheios de vigor no longa "Salve
Geral" (no papel do garoto expert em computadores, "HD"). Em breve estará no musical "O Rei e Eu", com direção de Jorge Takla, ao lado de Tuca Andrada, Cláudia Netto e Bianca Tadini.
Aqui, teve
sua chance também de provar-se seguro no palco, com o romantismo
e o sarcasmo misturados com desenvoltura para sua (pouca) idade. O garoto mostra uma versatilidade de tons e emoções de dar gosto de ver.
No palco apenas uma cortina branca, que se desdobra como um tapete largo e mostra o desenho rabiscado de uma cama. Ao fundo, uma janela aberta. Num bonito momento de projeções vemos imagens que seriam do cotidiano doméstico dos garotos: escovas de dentes no mesmo recipiente, pés compartilhados, livros, filmes.
Na trilha sonora, "Strangers in the Night", na voz de Frank Sinatra.
Emocionante ver o brilho nos olhos dos atores ao fazer vir à tona questionamentos tão atuais, facilmente identificáveis.
Recomendo muito.
Espaço dos Satyros 1. Praça Roosevelt.
Quartas e quintas às 23h.
Em 2010, haverá uma outra temporada da peça. É bom ficar atento para não perder a oportunidade.

É melhor viver com uma bala dentro do cérebro ou retirá-la e correr o risco de viver como um vegetal?
Uma mulher cabe dentro de uma geladeira?
A zebras são brancas com listras pretas ou vice-versa?
Você consegue ficar bêbado de tanto comer waffles?
As respostas estão em "MICMACS À TIRE-LARIGOT", filme novo do talentoso diretor francês JEAN-PIERRE JEUNET, de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", "A Cidade das Crianças Perdidas" e "Delicatessen".
Guillaume Laurant mais uma vez co-escreveu o roteiro repleto de elementos góticos, personagens excêntricos, cores berrantes, embrulhados numa narrativa surreal de ritmo vertiginoso (edição do frequente colaborador HERVÉ SCHNEID).
Um homem leva um tiro e sobrevive. Para vingar a morte de seu pai, morto em circunstâncias parecidas, ele junta-se a uma gang de marginais para destruir uma fábrica de armas.
A absurdamente bela direção de fotografia é do ótimo TETSUO NAGATA, de "Piaf" (La Môme). O até então fiel fotógrafo de Jeunet, BRUNO DELBONNEL, repleto de convites para outras superproduções, teve que se ausentar para trabalhar na câmera de "Harry Potter e o Príncipe Mestiço".
Sim, todos os atores que colaboram com o diretor em todos os seus filmes anteriores estão aqui: ANDRÉ DUSSOLIER, YOLANDE MOREAU e DOMINIC PINON, criando personagens delirantes e divertidos. O protagonista é o conhecidíssimo na França DANNY BOON, que trabalha pela primeira vez com o diretor.
Jeunet não filmava há 5 anos, quando lançou o bonito "Eterno Amor" (Un Long Dimanche de Fiançailles).
Preparam-se para mais um filme poeticamente agilíssimo, fabuloso e inesquecível, como todos os de sua fantástica filmografia.
Em cartaz na França desde Outubro.
Em Janeiro, estreia na Inglaterra e Alemanha.
No Brasil, infelizmente, sem previsão.
Em tempo: "Micmac", em francês, é um termo usado para confusão, trapalhada, quebra-cabeça. A expressão "à tire-larigot" significa cheio, estufado. A tradução mais aproximada seria algo como "Enfiado em Confusões" ou "Repleto de Problemas".

A Austrália tem em seu casting de exportação estrelas consagradas como Hugh Jackman, Nicole Kidman, Cate Blanchett, Geoffrey Rush, Russell Crowe, Heath Ledger, Naomi Watts e Toni Colette.
Dois novos nomes despontam: MIA WASIKOWSKA (foto), 20 anos, é a nova Alice no esperado filme de Tim Burton, "Alice no País das Maravilhas".
Ela também acaba de receber uma indicação ao Independent Spirit Awards de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme "That Evening Sun".
No momento filma com Gus Van Sant mais um projeto sobre jovens, ainda sem título.
Em breve será a protagonista de mais um remake de "Jane Eyre", do romance de Charlotte Bronte, dirigida pelo ascendente Cary Fukunaga.
ABBIE CORNISH, 27 anos, chamou atenção dos críticos em 2006, ao lado do conterrâneo Heath Ledger no bonito "Candy", de Neil Armfield.
Também teve pequenos papéis em "Um Bom Ano" (A Good Year), de Ridley Scott, e "Stop-Loss - A Lei da Guerra", de Kimberly Pierce.
Seu mais novo trabalho em "BRILHO DE UMA PAIXÃO" (Bright Star), da neozelandesa JANE CAMPION vem colhendo muitos elogios da crítica (ela acaba de receber uma indicação ao Satellite Awards de Melhor Atriz). Tudo indica que ela será nomeada ao Globo de Ouro e ao OSCAR pelo papel.
Atualmente filma com Zack Snyder ("Watchmen") uma fantasia chamada "Sucker Punch", ao lado de Carla Gugino e Vanessa Hudgens.

O prestigiado NATIONAL BOARD OF REVIEW acaba de anunciar seus vencedores. A partir de agora está dada a largada para a famigerada corrida ao OSCAR. Os estúdios começarão a enlouquecer e gastar fortunas com merchandising para promover seus filmes. Os front-runners são:
"AMOR SEM ESCALAS" (Up in the Air), de Jason Reitman ("Juno") venceu 4 prêmios: Melhor Filme, Ator (George Clooney), Atriz Coadjuvante (Anna Kendrick) e Roteiro Adaptado.
"INVICTUS" venceu Melhor Diretor (Clint Eastwood) e Ator (Morgan Freeman, dividido com Clooney).
"THE MESSENGER", de Oren Moverman venceu nas categorias Melhor Ator Coadjuvante (Woody Harrelson) e Melhor Diretor Estreante.
A melhor Atriz foi a novata CAREY MULLIGAN, por "EDUCAÇÃO" (An Education), de Lone Scherfig.
O novo filme dos irmãos Coen, "A SERIOUS MAN", venceu na categoria Roteiro Original.
Melhor Animação: "UP - ALTAS AVENTURAS"
Melhor Filme Estrangeiro: "UM PROFETA" (França)
Melhor Elenco: "IT IS COMPLICATED", comédia de Nancy Meyers com Meryl Streep que chegará aos cinemas americanos na noite de Natal.
Entre os 10 melhores filmes do ano entraram na lista "Star Trek" e "Onde Vivem os Monstros"(Where The Wild Things Are), além de "500 Dias com Ela", "Bastardos Inglórios" e "Guerra ao Terror" (The Hurt Locker). Este último acaba de sair em DVD no Brasil e deu também ao ator JEREMY RENNER o prêmio de Ator Revelação.
"PRECIOSA" (Precious) venceu na categoria Melhor Atriz Revelação, para GABOUREY SIDIBE.
"Distrito 9" e "Humpday" entraram na lista dos melhores filmes independentes.
As ausências mais gritantes foram: "Nine", de Rob Marshall, "A Single Man", de Tom Ford, "Um Olhar no Paraíso"(The Lovely Bones), de Peter Jackson, "Bright Star", de Jane Campion e "The Last Station", de Michael Hoffman.

Ontem saiu a lista de indicados ao INDEPENDENT SPIRIT AWARDS, uma premiação americana que indica produções com orçamento de até 20 milhões de dólares.
"PRECIOSA"(Precious), de Lee Daniels, lidera a lista, com 10 indicações. "THE LAST STATION", de Michael Hoffman, sobre os últimos dias do escritor russo Léon Tolstói também tem várias indicações. CHRISTOPHER PLUMMER concorre a Ator Coadjuvante pelo papel do escritor e HELEN MIRREN pelo papel de Sofia Tolstói, sua esposa.
"500 DIAS COM ELA" (500 Days of Summer) concorre a Melhor Filme, Ator (Joseph Gordon-Levitt) e Roteiro.
Uma boa surpresa: o diretor de fotografia brasileiro ADRIANO GOLDMAN concorre pelo trabalho no filme "SIN NOMBRE"(Sem Identidade), de Cary Fukunaga. a co-produção entre México e EUA trata da imigração ilegal. Em Janeiro deste ano o filme foi exibido em Sundance e deu a Goldman o prêmio de Fotografia. O filme foi elogiadíssimo pelos críticos americanos, que o consideraram a fusão de um road-movie com filme de gângster, com toques de amor trágico. A trilha sonora é do também brasileiro com carreira nos EUA MARCELO ZARVOS.
Adriano Goldman tem em seu currículo a direção de fotografia de filmes como "Cidade dos Homens", "O Ano em Que Meus Pais Sairam de Férias", "Romance" e as séries da HBO "Alice" e "Filhos do Carnaval".
Na mesma categoria, concorrem mestres da indústria americana como Roger Deakins, pelo filme de Tom Ford "A Single Man", que também foi indicado a Filme, Roteiro e Ator (Colin Firth).
O Spirit Awards é uma boa prévia para possíveis indicações ao Oscar e outras premiações importantes dentro da indústria americana.

O cinema brasileiro, estes últimos tempos, nos brindou gratas
revelações. Falo especificamente dos jovens e até então absolutamente
desconhecidos e sem nenhuma experiência prévia: o gaúcho HENRIQUE LARRÉ
e a paulistana LAURA NEIVA arrancaram as atenções da critica e do
público com interpretações bem-elaboradas e difíceis de adolescentes às
voltas com o desconforto em si mesmos e novas descobertas. Ele, no
inebriante filme de Esmir, "OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE", vencedor do Festival do Rio, que
estreia nos cinemas comericialmente em Março de 2010. Ela, no
majestoso "À DERIVA", de Heitor Dhalia, que arrebatou a crítica em
Cannes e continua em cartaz nos cinemas brasileiros.
Com 19 anos, Henrique Larré ainda mora em Porto Alegre e sonha com
outros filmes, novas oportunidades de trabalho e um melhor
aprimoramento como intérprete. Aos 17, foi "achado" por Esmir através do seu
fotolog, durante a pré-produção do filme. Seu desempenho como o garoto
sem nome, que se auto-denomina Mr. Tambourine Man (por causa da canção
de Bob Dylan, de quem é fã) repleto de momentos silenciosos, uma
sutileza que denota maturidade e uma dor muito difícil de ser trazida à
tona por jovens de sua idade. Ele está notável no filme e sua carreira
merece ascender.
Com 13 anos Laura Neiva recebeu uma mensagem em seu orkut da
produtora de elenco de "À Deriva". Hoje, aos 15, coleta grandes elogios
por sua surpreendente performance da ninfeta Filipa, que descobre a
sexualidade enquanto enfrenta a dor da separação dos pais.
Henrique e Laura são bonitos, fotogênicos, talentosos, sortudos e
cheios de grandes possibilidades. Seus filmes serão distribuidos
comercialmente em vários países e suas carreiras certamente decolarão,
se forem inteligentes e tiverem um bom direcionamento em suas agendas.
Jovens atores que merecem atenção em suas caminhadas.

Muitos dirão que o filme não esmiuça o preconceito e o incesto como deveria. Dirão
também que o amor dos protagonistas é idílico e perfeito demais e que
os rapazes vivem numa "bolha" intocável, livres das mazelas
do mundo. Dirão tantas coisas e as opiniões serão diversas, o que já
era esperado. Mas por que os filmes que retratam gays tem que vir
carregados de dificuldades, sofrimento, sarcasmo, marginalidade e
finais infelizes e doloridos?
Não que o filme de ALUIZIO ABRANCHES não tenha dores, nem chagas, mas o
recorte é outro. A abordagem é outra. Não é decididamente um filme
sobre o incesto gay. Por que os rapazes teriam que atravessar um longo
calvário maculoso para que seu amor pudesse ser consumado?
O filme de Abranches é um ensaio delicado, elegante, sincero, terno - e
sim, convincente - sobre o amor entre dois homens. Ou ainda, entre dois
seres humanos que se uniram crescendo juntos. É sobre um amor puro,
arrebatador (e sim, monogâmico) que ainda é capaz de existir neste
mundo cínico e áspero em que vivemos. É uma belíssima visão sobre a
poesia do amor protetor. Sobre como o caminho do amor fraterno pode ter
cruzado - casualmente? - com o amor sexual.
Na acidez atual, que enxerga relações amorosas de maneira prática e
cínica, no mundo onde os casamentos tendem a tornar-se polígamos e onde
a sociedade ainda enxerga o homossexual como um ser circundado de certa
delinquência à sua volta, é um bálsamo ver uma produção que retrata o
amor entre iguais de maneira tão solidamente digna.
A narrativa é
simples e elegante. O roteiro é cuidadoso e sutil ao retratar o amor
paradisíaco, mas de maneira até mesmo bem-humorada (há uma esperta brincadeira com o título do filme). O fato de serem
irmãos é apenas um detalhe dentro da trama. Os diálogos nunca são
óbvios. São fluidos, envolventes e até divertidos. Os olhares, os abraços e os
silêncios muitas vezes falam por si mesmos.
A direção de fotografia é do suiço UELI STEIGER, que fez carreira em
Hollywood com filmes como "O Patriota" e "O Dia Depois de Amanhã". Sua
câmera tem passeios delicados, explorando muito bem os espaços e
ambientes, aquele mundo de sonho no qual vivem os personagens.
A
lindíssima trilha sonora é do craque ANDRÉ ABUJAMRA, que pela segunda
vez este ano, consegue compor acordes inesquecíveis, como em "O
Contador de Histórias".
A edição de FÁBIO S. LIMMA é correta, apaziguadora, dando tempo precioso aos planos, deixando vir à tona as emoções.
JULIA LEMMERTZ tem desempenho emocionante e contido como uma mãe
ciente e cheia de zelo, e ainda assim, receosa da inesperada relação entre os
filhos.
JOÃO GABRIEL VASCONCELLOS, como Francisco, o irmão mais velho, soube
achar com inteligência a transparência do homem protetor e ao mesmo tempo,
frágil.
RAFAEL CARDOSO, no papel de Tomás, chama atenção com a maneira
como aceita a segurança e a paz vindas do irmão, ao passo em que
afirma-se também como homem de vontades próprias.
Os dois exalam química e coragem. É quase palpável o carinho e o tesão de um pelo outro. Em outras palavras: o romance funciona, é
verossímil. Os corpos tem combustão. De nada valeria todo o aparato
técnico e a dedicação virtuosa do diretor se os atores não
transmitissem essa troca fulminante um pelo outro.
Há um importante signo visual (que aliás, deveria ter se tornado o
cartaz) que demonstra essa ternura: o beijo na testa, dado por Fancisco
em Tomás durante vários momentos de suas vidas.
"DO COMEÇO AO FIM" mostra como o amor ainda pode ser abundante e ao
mesmo tempo, calmo.
Não reclamam tanto que o cinema brasileiro só retrata sertão, pobreza,
favela e violência? Aqui está uma ótima prova do contrário: uma
realização sensível, relevante e romântica (mas não piegas, nem
chorosa) sobre os sentimentos que originam o amor.
Um filme comovente e caudaloso, um ensaio de extrema beleza narrativa.
Uma intensa e torrencial forma de enxergar o amor entre dois homens.

A estreia em longas do paulista ESMIR FILHO é surpreendente. Consagrado
no Festival do Rio saiu com 2 prêmios: Melhor Filme, pelo júri e pela
crítica internacional. No recente festival chileno de Valdivia, levou o
troféu de Diretor. Há um merecimento envolto nestes prêmios.
Ao transpor o livro do gaúcho ISMAEL CANEPELLE para o cinema, Esmir
utiliza longos planos-sequência com câmera estática, extraindo de
seus atores (a maioria desconhecidos sem nenhuma experiência)
interpretações repletas de um frescor espontâneo, criando uma
mise-èn-scene de relevância e mostrando seu talento como realizador de
imagens.
A fotografia de MAURO PINHEIRO JR tem câmera às vezes inquieta, às
vezes onírica e lisérgica. Caminha na nuca de seus
personagens, os seguindo, como fez Gus Van Sant em "Elefante" e "Paranoid Park.
Outras vezes opta pelo caminhar lateralizado, ao lado,
criando imagens de grande beleza. O garoto comendo um sanduiche e tocando delicadamente as migalhas, como
se fossem estrelas no céu ou a explosão de fogos de artifício em frente
a uma estação de energia são belos momentos.
A canções folk do gaúcho NELO JOHANN são
luvas perfeitas para o clima sombrio e nebuloso da cidadezinha onde
pouca coisa acontece. Para usar a canção de Bob Dylan, "Mr. Tambourine
Man" a produtora Sara Silveira desembolsou 40 mil dólares.
O elenco foi preparado pelo ótimo ROBERTO ÁUDIO, do grupo Teatro de
Vertigem. O garoto SAMUEL REGINATTO conseguiu transparecer fluidez e
carisma de maneira notável. A atriz que faz a mãe, ÁUREA BAPTISTA,
chega a roubar todas as ternas cenas em que aparece com o filho,
interpretado por um carismático e silenciosamente dolorido HENRIQUE
LARRÉ, cuja carreira deve progredir daqui para frente. Não sei se por
acaso, mas o menino lembra bastante Alex Frost, um dos protagonistas de
"Elefante", de Gus Van Sant. E remete ao jovem Keanu Reeves em "Garotos
de Programa" (My Own Private Idaho). Além da semelhança com o próprio
Esmir, o diretor. Questões a serem retomadas posteriormente.
"OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE" fala sobre adolescência,
suicídio e o desconforto por não sentir-se inserido. E recorta esta era
em que vivemos, a era dos contatos virtuais, capturando com eficácia e
poesia as angústias dos jovens de hoje. O filme é uma espécie de
retrato da geração de internet de hoje, com doses aguçadas de poesia.
Como a internet, há vários momentos "spam" no filme de Esmir. Poderia ter havido um filtro um tanto mais eficiente, enxugando um pouco esses excesssos. Mas até nisso o filme é fiel e verossímil ao traduzir em imagens mágicas o retrato do que ele propõe: um mergulho alucinante no universo dos jovens de hoje
Lisérgico, triste, doloridamente poético, silencioso e visualmente
inebriante, a estreia na direção de Esmir é um belo trabalho, que deve
estrear nos cinemas comercialmente em Março de 2010.

No filme "BESOURO", de João Daniel Tikhomiroff, que estreou semana passada, um ator salta aos olhos na tela grande.
IRANDHIR SANTOS interpreta o "vilão" Noca, um matador obcecado por vingança, cheio de ódio no linguajar e no palavreado sujo. Em todas as cenas em que ele aparece, é impossível não desgrudar os olhos dele.
Irandhir começou no teatro em Recife. Trabalhou com diretores como André Cavendish e João Falcão.
Em 2005, teve uma pequena participação em "Cinema, Aspirinas e Urubus", de Marcelo Gomes.
Em 2006, Cláudio Assis o chamou para fazer "Baixio das Bestas", filme
que pode ser considerado sua porta de entrada para tantos outros.
Venceu como Ator Coadjuvante no Festival de Brasilia, há 2 anos, pelo
trabalho.
Este ano, ganhou o mesmo prêmio de coadjuvante, desta vez no Festival
de Paulinia, pelo trabalho no filme de José Joffilly, "Olhos Azuis",
ainda inédito no circuito comercial.
No último ano, filmou "A Morte e a Morte de Quincas Berro Dágua", de
Sérgio Machado e "A Hora e a Vez de Augusto Matraga", de Vinicius
Coimbra.
E não dá para esquecer seu papel do protagonista Quaderna na série
global "A PEDRA DO REINO", em 2007, dirigida por Luiz Fernando Carvalho.
Trabalho corporal e vocal de mestre.
Irandhir Santos é um dos atores nordestinos mais brilhantes desta safra recente.
Guardem este nome e acompanhem seu trabalho extraordinário.

Ontem vi na Mostra de Cinema de São Paulo o filme novo do cineasta
SÉRGIO BIANCHI, "OS INQUILINOS", espécie de crônica aguda sobre a
violência na periferia paulistana. O filme focaliza uma família simples
às voltas com um grupo de jovens arruaceiros e suspeitos de tráfico de
drogas que alugam a casa vizinha. A maior parte da ação concentra-se no
pai da família, atormentado com a sensação de insegurança que ronda sua
própria casa, que por ser humilde, não dispõe de nenhuma blindagem
física contra o mal que o cerca.
O roteiro de Bianchi junto com Beatriz Bracher venceu o prêmio da categoria no Festival do Rio. Bracher já havia colaborado com o diretor no premiado "Cronicamente Inviável", há 10 anos.
O
excelente ator paulistano MARAT DESCARTES (Prêmio Shell em 2006
por "Primeiro Amor") estreia em longas como o protagonista, um homem
de alma constantemente angustiada e tensa. O ator, talentoso, soube dar
vida a um pai de família virtuoso, de modos simples e um desconforto palpável em seu
rosto.
ANA CARBATTI, frequente colaboradora nos filmes anteriores do diretor
(como "Quanto Vale ou é Por Quilo?", 2005) faz a mãe, uma mulher que passa o
dia em casa ocupada com tarefas domésticas e espiando os vizinhos pelas janelas
que circundam sua cozinha.
CAIO BLAT apesar de ótimo ator, me pareceu exagerado em trejeitos e
sotaque de um rapaz de periferia. Errou a dose, talvez por equívoco de tônica de suas cenas por parte da direção de atores.
CÁSSIA KISS está correta como a
professora de Português que analisa poemas, mas o prêmio de Melhor
Atriz Coadjuvante no Festival do Rio pelo trabalho foi descabido.
SÉRGIO GUIZÉ, que estreou em "Quanto Dura o Amor?" (com uma edição que
reduziu seu trabalho a duas cenas), aqui mostra eficiência na ótima
construção de um dos vizinhos marginais. Um ator que ainda crescerá muito.
SIDNEY SANTIAGO, apesar de
poucas cenas, também sai-se bem.
Bianchi fez um filme mais direcionado aos atores, mais teatral até.
Há um desfile de pequenas boas cenas interpretadas por grandes atores como ANA
LÚCIA TORRE, PASCOAL DA CONCEIÇÃO, UMBERTO MAGNANI, CLÁUDIA MELLO,
LEONA CAVALLI, FERNANDO ALVES PINTO e ZEZEH BARBOSA.
Nos primeiros minutos, as cenas da familia protagonista em volta da
mesa me pareceram falsas, forçadas. Apesar dos atores serem bons
(inclusive as crianças), alguma coisa incomoda no sotaque de "erres"
elitizados e os plurais certinhos das palavras. Família de periferia não fala daquele jeito. Ao longo do filme (que deve ter
sido filmado em ordem cronológica) esse problema é sanado (Bianchi deve ter percebido na edição antecipada) e é visivel o
crescimento de Ana Carbatti, deixando de lado os plurais das frases e
apostando até mesmo num crível "estrupada".
Bianchi não trabalha com
preparador de elenco. Talvez se optasse ser auxiliado por um profissional destes, não tivesse mais
esse tipo de incoerência com os sotaques e a credibilidade de
personagens.
Na segunda metade em diante, o filme cresce, fica encorpado, tenso,
dramático. Apesar de falar de violência e periferia, não há explosões
óbvias de sangue e sim muita sugestão. Há um interessante e cabível uso de
planos com câmera lenta e até uma certa poesia, como no momento em que
a mãe apanha roupas do varal em plena chuva.
Não é o melhor filme de Bianchi. É mais um eficiente e bem
narrado conto sobre as mazelas da nossa sociedade, com um roteiro que subverte clichês, a pobreza a
qual nos submetemos e a indignacão que muitas vezes temos que engolir.
Bianchi gosta de cutucar feridas e acerta bastante na cena em que o pai
pede ao empregador para assinar sua carteira, por medo do que possa lhe
acontecer, para que sua familia possa receber os direitos em caso de sua morte. A
resposta do chefe é negativa e há ainda um pequeno discurso sobre os
"malefícios" de ter uma carteira de trabalho assinada.
A estreia comercial nos cinemas será dentro dos próximos meses.

O paulista SIDNEY SANTIAGO, de 24 anos, é um raro exemplo de ator-camaleão: versátil, dinâmico e talentoso, sem repetir-se nos personagens.
Conseguiu transformar-se num exasperado motoboy-desenhista em "Os 12 Trabalhos", de Ricardo Elias (pelo qual venceu Melhor Ator no Festival do Rio há 2 anos) e numa travesti amargurada chamada Josi em "O Signo da Cidade", de Carlos Alberto Riccelli.
Na minissérie global "Queridos Amigos", de Maria Adelaide Amaral, deu vida a Jurandir, um michê inescrupuloso e no filme "OS INQUILINOS", de Sérgio Bianchi, ele está amedrontante na pele de Cleber, um bandido.
Em um dos episódios da minissérie "Carandiru" ele viveu Kennedy, um cantor de rap que acaba preso e encontra o próprio pai na penitenciária. E este ano chamou a atenção do grande público com uma interpretação cativante e ao mesmo tempo bem elaborada do esquizofrênico Ademir, na novela "Caminho das Índias".
Sidney é o típico ator que dá vida e brilho a qualquer papel coadjuvante, chamando atenção com talento e personalidade.
O jovem ator tem um longo caminho pela frente, seja no cinema, teatro ou TV.
Está apenas começando. E ainda brindará o público com muitos e vigorosamente distintos e carismáticos personagens.
Quem quiser vê-lo no teatro, vá ver a peça "Ensaio sobre Carolina", no Teatro Imprensa, às quintas e sextas.

O americano JOSEPH GORDON-LEVITT, hoje prestes a completar 29 anos,
atua em seriados de TV desde os 7. A primeira vez que chamou atenção da
crítica foi no audacioso "MISTÉRIOS DA CARNE" (Mysterious Skin, 2004),
de Greg Araki. Pelo papel de um garoto de programa atormentado, Levitt,
venceu como Melhor Ator no Festival de Cinema de Seatlle, além de
concorrer ao Gotham Awards como Ator Revelação.
Um ano depois, estrelou "A PONTA DE UM CRIME" (Brick), de RIAN
JOHNSON ("Os Irmãos Bloom"), no papel de um jovem que investiga o
desaparecimento da namorada. Prêmio Especial do Júri no Festival de
Sundance e indicações a várias outras associações de críticos.
No mesmo ano fez parte do elenco do filme de estreia do diretor Lee
Daniels, "Shadowboxer", que este ano entrará no foco pelo filme
"Precious", que deve concorrer a muitos prêmios da temporada.
Entre 2007 e 2008 trabalhou com diretores como Kimberly Pierce, John Madden e Spike Lee.
Este
ano, é o grande protagonista de uma das melhores comédias americanas
dos últimos meses, "500 DIAS COM ELA" (500 Days of Summer), de MARC
WEBB (guarde este nome!), ao lado de Zooey Deschannell.
Levitt brilha tão despretensiosamente e tem uma inteligência e uma
perspicácia realmente encantadoras, no papel de um rapaz em busca de um
grande amor. Ele mais uma vez deve concorrer a vários prêmios de
atuação.
No próximo verão americano de 2010 ele estará no novo filme de Chris
Nolan ("Batman"), chamado "INCEPTION", ao lado de Leo de Caprio, Ken
Watanabe, Marion Cotillard e Ellen Page.
Em
2009, Joseph Gordon Levitt também fez sua estreia como diretor, no
curta-metragem "Sparks", adaptado de um conto de Elmore Leonard e tendo
Carla Gugino e Eric Stoltz no elenco.
Em tempo: Levitt lembra muito Heath Ledger, com quem trabalhou em
um de seus primeiros filmes, a comédia "10 Coisas que Odeio Em Você"
(10 Things I Hate About You), de 1999.

Até o momento, 65 países inscreveram seus filmes para tentar uma vaga na categoria MELHOR FILME ESTRANGEIRO, no OSCAR 2010.
Minhas apostas para os 5 indicados são:
"UN PROPHÈTE", de Jacques Audiard (FRANÇA) - um dos
favoritos do último Festival de Cannes, há quem diga que sua
indicacação é certa. A França já concorreu 35 vezes e ganhou 9. Audiard dirigiu o aclamado "De Tanto Bater Meu Coração Parou" (De Battre Mon Coeur Cest Arreté).
"A FITA BRANCA" (Das Weisse Band), de Michael Haneke (ALEMANHA) - Palma de Ouro em Cannes e um dos grandes filmes do ano. A Alemanha já concorreu 9 vezes e ganhou 3.
"I KILLED MY MOTHER" (foto), de Xavier Dolan (CANADÁ) - falado
em francês, pode dar ao Canadá sua quinta indicação. É a história de um
garoto gay e sua tumultuada relação com a mãe.
"O SEGREDO DOS SEUS OLHOS" (El Secreto de Sus Ojos), de Juan José Campanella (ARGENTINA) - o thriller de Campanella pode dar a Argentina sua sexta indicação. O país venceu nos anos 80 com "A História Oficial".
"SANSÃO E DALILA" (Sansom and Delilah), de Warwick Thornton (AUSTRÁLIA) - falado em aborígine, pode ser a primeira indicação do país na categoria.
Acho que "SALVE GERAL" não entrará na lista, infelizmente. "A TETA ASSUSTADA" pode dar a primeira indicação ao Peru e a Itália pode concorrer com "BAARIA", de Giuseppe Tornatore, que venceu há duas décadas por "Cinema Paradiso".
A África do Sul pode concorrer pela terceira vez, por "The White Wedding".

Dois amigos de longa data, heterossexuais, um deles casado, decidem alucinadamente fazer um filme pornô. Os protagonistas: eles mesmos. Resolvem ligar a câmera e filmar o próprio sexo entre
amigos.
Aclamada como uma das melhores comédias do ano nos EUA,
"HUMPDAY", é um dos feelgood independent films de 2009. A diretora,
LYNN SHELTON, que também tem um papel no filme, brinca com a homofobia
e com todos os tabus relacionados a dois homens fazendo sexo, levando
com muito bom humor uma brincadeira despretensiosa e divertida, que tem
agradado críticos onde quer que seja exibido.
Os dois protagonistas, MARK DUPLASS e JOSHUA LEONARD, até então
ilustres desconhecidos, verão suas carreiras decolarem depois do
sucesso desta comédia, tida como uma grande surpresa pela crítica
americana. Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, deu a nota quase máxima a ele.
Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance.
Boa notícia: Terá exibição na Mostra de Cinema de São Paulo.
Em tempo: "Hump", em inglês é uma gíria para "fazer sexo".

O diretor argentino JUAN JOSÉ CAMPANELLA retorna aos longas, depois de
cinco anos dirigindo episódios de séries como, "House", "30 Rock" e
"Law & Order".
O thriller "EL SECRETO DE SUS OJOS" (O Segredo
dos Seus Olhos) é baseado no livro "La Pregunta de Sus Ojos", de
Eduardo Sacheri e traz no elenco mais uma vez RICARDO DARÍN, que também
esteve nos dois últimos filmes de Campanella, "Clube da Lua" (Luna de
Avellaneda, 2004) e "O Filho da Noiva" (El Hijo de La Novia, 2001) e "O
Mesmo Amor, a Mesma Chuva" (El Mismo Amor, La Misma Lluvia, 1999).
Darin vive um funcionário do Judiciário às voltas com a investigação de
um assassinato, trazendo-lhe consequências pessoais na trajetória. O
roteiro faz referências aos filmes de detetives dos anos 40. Ou seria
um Raymond Chandler situado em Buenos Aires.
A direção de fotografia com pegada film noir é do brasileiro radicado
em Buenos Aires FÉLIX MONTI, de produções como "O Quatrilho", "O Que é
Isso Comapanheiro?" e "Auto da Compadecida".
SOLEDAD VILLAMIL, PABLO RAGO e GUILLERMO FRANCELLA completam o elenco
da "película, que estreou dia 13 de Agosto na Argentina e competiu no
Festival de San Sebastian.
Escolhido pela Argentina para tentar uma vaga na categoria Filme Estrangeiro do próximo OSCAR.
