Quintanaria na Sala Municipal Baden Powell

Sarja em movimento fashion no sábado

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"GAINSBOURG" traz a atriz inglesa Lucy Gordon

III Proação Fashion Day

Buenos Aires Moda

Desfile Alves/Gonçalves no Leopolldo

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13/08/2010

"GAINSBOURG" traz a atriz inglesa Lucy Gordon, que suicidou-se ano passado, no papel de Jane Birkin.


"Dazzling", "Magnificent" e "Brilliant" eram os adjetivos que estampavam os inúmeros cartazes do filme "GAINSBOURG - VIE HÉROIQUE", no metrô de Londres.
Aclamadíssimo pelos críticos, a estreia em cinema do diretor francês JOANN SFAR é baseada num graphic novel de sua própria autoria, espécie de panorama da vida do legendário ator e cantor Serge Gainsbourg (nascido Lucien Ginsburg), desde seu  nascimento numa Paris ocupada pelos nazistas, atravessando sua fase de maior sucesso, nos anos 60, seu ardente romance com Brigitte Bardot e seu casamento com Jane Birkin.

Gainsboug faleceu de um infarto fulminante em 1991, aos 62 anos de idade, deixando uma idolatrada discografia e uma filha, do casamento com Birkin, a atriz Charlotte Gainsboug.  O presidente François Miterrand chegou a dar uma declaração dizendo que o cantor era o homem que havia transformado a chanson francesa a um estado elevado de arte.

Seu intérprete, no filme, é vivido por ERIC ELMOSNINO. Sua última aparição significativa havia sido como o comissário de polícia no bonito "Horas de Verão", de Olivier Assayas.
Jane Birkin é vivida pela inglesa LUCY GORDON, que suicidou-se em seu apartamento parisiense logo depois das filmagens, em Maio de 2009.
Brigitte Bardot é interpretada pela francesa LAETITIA CASTA, esposa do ator italiano Stefano Accorsi, com quem tem 2 filhos.
A cantora Juliette Gréco é vivida pela ascendente ANNA MOUGLALIS, ex-modelo que ganhou notoriedade este ano pela performance de Coco Chanel em "Chanel & Stravinsky", que acaba de estrear no Brasil.

A música avant-gard de Serge Gainsbourg é objeto de estudos aprofundados ainda hoje. Sempre progressistas, seus acordes brincavam e misturavam elementos do jazz, reggae, rock, bossa nova, com pitadas africanas.

Infelizmente, ainda sem previsão de estreia comercial no Brasil. É torcer para algumas exibições no Festival do Rio ou na Mostra de São Paulo.




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04/08/2010

O francês "DONNE-MOI LA MAIN" traz a conflituosa relação enciumada entre irmãos gêmeos


Antoine (ALEXANDRE CARRIL) e Quentin (VICTOR CARRIL) têm 18 anos e são irmãos idênticos. Gêmeos. Moram numa cidadezinha rural no interior da França e trabalham como padeiros. Um dia, recebem a notícia da morte de sua ausente mãe e partem para a Espanha, a pé, para o funeral da mulher que nunca viram na vida.

"DONNE-MOI LA MAIN" (Give Me Your Hand) é um interessante road-movie dirigido pelo estreante PASCAL-ALEX VINCENT.
Exibe a trajetória geográfica e psicológica de dois imãos gêmeos em direção a talvez um sopro de maturidade em meio a acessos de raiva, ciúmes, socos e pontapés, ora lúdicos, ora extremados.

O introspectivo Quentin desabrocha para sua homossexualidade, entrando em conflito e explosões de ciúmes com o irmão Antoine. Há ecos bíblicos provavelmente inspirados em Caim e Abel.
O roteiro poderia ter trabalhado melhor sua dramaturgia mas o filme é rico nos silêncios preenchedores. A atmosfera erótica, os enquadramentos bucólicos e pastorais foram muito bem iluminados e enquadrados pelo ótimo diretor de fotografia ALEXIS KAVYRCHINE.

A abertura, em animação, mostra os rapazes mergulhando em sua jornada, pedindo caronas.

Uma bonita e sexy investigação da tumultuada e simbiótica relação entre irmãos. Rivalidade, ciúme e amor possessivo, vindo à tona através de uma viagem de descobrimentos pessoais.

Sucesso em alguns festivais nos últimos meses e já lançado em DVD nos EUA, é um título que poderia ser traduzido para "Dê-me sua Mão" e lançado no Brasil através da distribuidora Festival Filmes, de Suzy Capó, que já trouxe filmes como o americano "De Repente, Califórnia" (Shelter), o israelense "Pecado da Carne" (Eyes Wide Open) e o sueco "Patrick 1.5".

É bom ficar de olho nos trabalhos futuros do diretor Pascal Alex-Vincent e dos irmãos Carril.





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26/07/2010

"GYPSY" é complexo, apaixonante e obrigatório. Um revival memorável.

POR QUE VALE A PENA VER A MONTAGEM BRASILEIRA?

- pelo timing e aceleração adequadas da direção de CHARLES MOELLER. Não são todos os diretores de musicais brasileiros que tem essa exata noção de tempo e do que é cativante estender ou não em cenas e atos.

- pela sensacional atuação e entrega de TOTIA MEIRELLES, no mesmo nível de PATTI LUPONE, última a fazer a Mamma Rose na Broadway, em 2008. A atriz não tem nem substituta para seu papel. Se adoecer ou faltar (o que nunca aconteceu), a peça tem que ser cancelada. Se não ganhar o Shell de Melhor Atriz será uma grande injustiça.

- pela detalhada e inteligente construção de ADRIANA GARAMBONE para sua Gypsy Rose Lee. Da apatia ao glamour, da tristeza do patinho-feio ao sarcasmo de uma diva milionária. Técnica de veterana. Pontos para a atriz que desde sua Roxy de "Chicago" teve uma evolução fabulosa como intérprete e cantora.

- pelas versões em português das letras de CLAUDIO BOTELHO, conseguindo transmitir a mesma auto-crítica, ironia e acidez das originais de Stephen Sondheim ("West Side Story").

- por retratar o show business com sagacidade auto-depreciativa e humor cortante tão bem delineados pelo texto.

- pela complexidade da dramaturgia de Arthur Laurents, que exibe uma conturbada relação entre mãe e filha, sem necessariamente definir papéis de vilã e mocinha e ainda conseguir ser um musical para o grande público.

- pelo acerto de casting de praticamente todo o elenco, especialmente o brasiliense ANDRÉ TORQUATO, 16 anos, um Tulsa luminoso e cheio de frescor. O personagem original tem a mesma idade do ator, mas as montagens americanas sempre traziam atores mais velhos no papel.  A energia, o brilho e a voz cristalina do garoto, que já encantava em "A Noviça Rebelde",  já valem a ida ao teatro. O inacreditável sapateado que se vê no palco foi aprendido depois das audições. O rapaz é quase um Fred Astaire ressuscitado.

- pela sofisticação da produção. Dos figurinos de Marcelo Pies, visagismo de Beto Carramanhos à pesquisa de direção de arte e cenários, tudo é de uma competência e uma qualidade que dão gosto de ver. Nenhum dourado é supérfluo ou para encher olhos de ninguém. Tudo o que é visto é conciso com o texto e orgânico à narrativa.

- pela nostalgia e mergulho nos anos 30, através da Depressão Americana, com pinceladas na gênese das "pin-ups", nos cabarés yankees, nos bastidores do teatro de variedades (ou vaudeville) e no erotismo do burlesco.

- pela oportunidade de escutar em alto e bom som os acordes fantásticos da música de JULE STYNE ("Funny Girl"), supervisionados com maestria por Claudio Botelho.

- pela oportunidade de ver como os musicais atualmente (tendência mundial) estão mais atentos com a veracidade do texto que sai da boca dos atores, aos conflitos, às lágrimas verdadeiras. O público acredita no que vê porque a direção de Charles Moeller foi exaustiva no processo de ensaios e desenho de personagens.

Memorável esta montagem brasileira de "GYPSY",  um dos mais importantes musicais de todos os tempos!

O que você está esperando para ir ver?


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21/07/2010

"EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO" aborda a descoberta da sexualidade com delicadeza e honestidade


O novo curta do diretor DANIEL RIBEIRO (do premiadíssimo "Café com Leite") foi exibido esta semana no Festival de Cinema de Paulínia e encantou a platéia e a crítica com a delicadeza da abordagem.

"EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO" tem 15 minutos e de uma maneira terna e humana recorta um momento de descoberta na vida do garoto Leonardo (GHILHERME LOBO), portador de deficiência visual, que começa a desenvolver uma nova personalidade com a chegada de Gabriel (FÁBIO AUDI), um aluno de sua escola. Tendo que lidar com os ciúmes da melhor amiga Giovana (TESS AMORIM), ele começa a entender e aceitar os novos sentimentos que começam a surgir pelo novo amigo.

A proposta do diretor é falar de onde vem a sexualidade, se vem de fora ou do interior do ser humano. Porque se você nunca viu um homem ou uma mulher, como é o caso do personagem que é deficiente visual, como você sabe o que te atrai?

O ator GHILHERME LOBO já demonstra maturidade na composição de um menino cego e suas descobertas através dos sentidos, exceto a visão. Com experiência nos palcos de musicais ("A Noviça Rebelde", "A Bela e a Fera") ele estreia no cinema de forma exemplar.
NORA TOLEDO e JÚLIO MACHADO também estão no elenco.

O curta deve sair do festival de Paulinia com algum prêmio e em Agosto participará da mostra competitiva do Festival de Gramado. É apenas o início da carreira de um mais um imperdível curta-metragem deste diretor que tem a habilidade de tratar de temas relativos à sexualidade de uma forma correta, honesta e emocionante.



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09/07/2010

THOMAS JANE captura audiência como homem bem-dotado na série "HUNG"


Minha coluna é sobre teatro e cinema, mas não resisti em falar da série de TV mais comentada do momento nos EUA. Este domingo, dia 11, às 23h, estreia a segunda temporada de "HUNG", uma comédia adulta e inteligente da HBO sobre fracassado ex-treinador de basquete, abandonado pela mulher, pai de 2 adolescentes,  que decide usar o seu talento (o pênis grande) para sobreviver.
Ao lado de uma cafetina e desconfortável inicialmente em sua nova empreitada,  peripécias profissionais do bem-dotado rendem momentos de irreverência e acidez numa série imperdível. 

Produzida por ALEXANDER PAYNE, diretor do interessante "Sideways - Entre Umas e Outras" e do extraordinário "As Confissões de Schmidt", com Jack Nicholson e Kathy Bates, a série estreia sua segunda temporada (serão 10 episódios) quase simultaneamente com os EUA.
O protagonista é o quarentão-sexy THOMAS JANE (uma espécie de Aaron Eckhart melhorado), que tem no currículo filmes como o gosmento "O Apanhador de Sonhos" (Dreamcatcher) e o tenso "O Nevoeiro" (The Mist). Depois dessa série no papel de um homem de atributos genitais avantajados, sua carreira deve desabrochar plenamente para o estrelato.
No elenco de "HUNG" também estão Anne Heche (como a ex-esposa) e Jane Adams como a pimp-friend, a cafetina.

A canção "Ill Be Your Man" (The Black Keys) é o tema de abertura e as filmagens tem sido rodadas em subúrbios de Detroit.

Que "True Blood" que nada. Se quiser ver uma série mais irônica, sagaz, cínica, atual e com um roteiro original e divertido, espere a série da vampirada acabar e delicie-se com "HUNG", que na tradução literal quer dizer "enforcado". Pode siginificar também, como gíria,  "pauzudo".

De saco cheio de vampirismo e tolices adolescentes? Escolha "HUNG". Programa imperdível.





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22/06/2010

JOHNNAS OLIVA - um ator que pode transformar-se em quem quiser


O ator paulistano JOHNNAS OLIVA, 28 anos,  lança mais um curta-metragem. Em "A MENINA METALINGUÍSTICA E O GAROTO MELANCÓLICO", de Guga Caldas, baseado no poema "Teresa", de Manuel Bandeira, ele vive um garoto sensível que narra uma série de encontros inusitados com uma menina complicada. JULIA BOBROW também está no elenco.

Johnnas tem inúmeros curtas no currículo, como "Esteio", "A Trupe", "Hotel La Rose", "Sue Lee", "Psique Café" e "Vila Rica".
Acabou de filmar seus primeiros longas, "A Redação Proibida" (The Forbidden Essay), de Andrea Midori Simão e Thiago Faelli e "Ela, Ele, Eu", de Nando Olival, ambos em fase de finalização.

No teatro atua desde os 16 anos e esteve nos elencos de "O GATO MALHADO E A ANDORINHA SINHÁ" e "AVOAR", ambas dirigidas por Vladimir Capella.
Ano passado,  esteve tocante em "No Meio do Caminho". ao lado de Bruno Autran.

Na televisão  teve participações em "Capitu" e "Aline", na Globo, "9mm - São Paulo", na Fox e "Descolados", da MTV.
No youtube, tem um personagem hilário chamado Gerson, na série feita para web "Conversas de Elevador", idealizada por Felipe Reis.

Johnnas fez Rádio e TV na Anhembi Morumbi, estudou interpretação para cinema com Fátima Toledo e passou pelo Macunaíma. Em 2008, fez a Oficina de Atores da Globo.

JOHNNAS OLIVA tem mais de 10 anos de carreira e é um rosto conhecido também na publicidade, tendo participado de inúmeros comerciais.
É o tipo de ator que consegue se transformar em quem quiser: do menino sensível ao policial. De um sapo-cururu a um mafioso italiano. De um caipira em um homem apaixonado por outro homem através de um muro invisível.
Além de atuar, cantar e dublar, toca violão e tem projetos para escrever roteiros em parcerias com amigos.

Prestem atenção na carreira deste rapaz dinâmico e versátil, cujo talento salta aos olhos de maneira diferenciada de outros atores de sua geração.


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16/06/2010

EDDIE REDMAYNE vence o Tony Award de Melhor Ator Coadjuvante pelo drama "RED"


Domingo passado foram entregues os famigerados troféus da mais importante premiação do teatro nos EUA, o TONY AWARDS.
Os grandes vencedores da noite foram o drama "RED" e o musical "MEMPHIS".
"Red", de John Logan, venceu em 6 categorias, incluindo Melhor Direção e Ator Coadjuvante (EDDIE REDMAYNE), em luminosa performance como um aluno audacioso e sua amizade com seu mestre, o pintor expressionista Mark Rothko, vivido por Alfred Molina.
Redmayne (foto), um formidável ator inglês de 28 anos, deve ter agora sua carreira catapultada, com merecimento. Esteve no elenco de "Elizabeth - The Golden Age", "A Outra" (The Other Boylen Girl) e foi o filho gay de Julianne Moore em "Desejos Selvagens" (Savage Grace). 
Prestem atenção nas atuações dele daqui em diante. Um intérprete ascendente.

"MEMPHIS", uma viagem aos anos 50 e à era do rádio americana, levou 3 prêmios: Melhor Musical, Partitura e Trilha Sonora Original.

"FENCES" foi o Melhor Revival de Peça Dramática. No elenco, Denzel Washington e VIOLA DAVIS (a mãe do garoto acusado no filme "Dúvida") também foram premiados por suas atuações.

O Melhor Revival de Musical foi "A GAIOLA DAS LOUCAS" (La Cage Aux Folles), que também venceu na categoria Ator (Musical) pata DOUGLAS HODGE e Direção (Musical).

"AMERICAN IDIOT" venceu 2: Iluminação e Cenografia.

SCARLETT JOHANSSON, em sua estreia na Broadway, foi vencedora como Atriz Coadjuvante em "A View from the Bridge", de Arthur Miller.

CATHERINE ZETA-JONES venceu como Atriz (Musical) em "A LITTLE NIGHT MUSIC".

KATIE FINNERAN, que rouba o show em "PROMISES, PROMISES", foi a vencedora como Atriz Coadjuvante (Musical).

"Come Fly With Me", "The Addams Family" e "Next Fall" sairam do Radio City Music Hall de mãos abanando.




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24/05/2010

ELIO GERMANO, FILIPPO TIMI e TAHAR RAHIM são apostas do cinema europeu


O italiano ELIO GERMANO (foto), 30 anos, que dividiu (com Javier Bardem) a Palma de Ouro de Melhor Ator em Cannes pelo filme "LA NOSTRA VITA",  faz parte da nova geração de talentos na indústria.
Ele é conhecido no Brasil pelo filme "Meu Irmão é Filho Único" (Mio Fratello è Figlio Unico), de 2007. Esteve em "Nine", ano passado, e agora consagra-se em Cannes. Seu nome será muito lido e ouvido daqui para frente.

FILIPPO TIMI, 36,  é outro talento do últimos meses na Itália. Esteve em "Vincere", de Marco Bellocchio e acabou de filmar "The American", ao lado de George Clooney, do mesmo diretor de "Control", Anton Corbijn.

Na França, o intérprete mais elogiado atende pelo nome TAHAR RAHIM.
De origem árabe, explodiu para o estrelato com o filme "Um Profeta" (Un Prophète), de Jacques Audiard, Grande Prêmio do Júri em Cannes em 2009 (e que estreia no Brasil em breve).
Atualmente, está no elenco de "The Eagle of the Ninth", ao lado de Jamie Bell, Channing Tatum e Mark Strong.



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10/05/2010

"MEMPHIS", uma viagem ao mundo do rádio nos anos 50, concorre ao Tony de Melhor Musical


Os indicados ao mais prestigiado prêmio do teatro americano foram liberados. Entre os concorrentes ao Tony Awards estão "MEMPHIS", uma viagem ao mundo do rádio nos anos 50, "AMERICAN IDIOT", que leva ao palco o energético album homônimo do Green Day (John Gallagher Jr, de "Spring Awakening"como protagonista), "COME FLY AWAY", que ressuscita o universo musical de Frank Sinatra e "FELA", uma inusitada junção de jazz, funk e acordes africanos numa trama original.

Os indicados a Melhor Peça Dramática são "NEXT FALL", um diálogo sobre a existência de Deus ante a morte de um rapaz gay.
"ENRON" é um espetáculo multimidia que conta o apogeu e declínio da famosa corporação texana Enron, trazendo Norbert Leo Butz (de "Wicked" como protagonista).
"TIME STANDS STILL", um poderoso drama protagonizado por Laura Linney, com Brian Darcy James (o "Shrek") e Alicia Silverstone.

Para Melhor Ator em Drama os indicados são nomes conhecidos no cinema: Daniel Craig em "A Steady Rain", Alfred Molina em "Red", Denzel Washington em "Fences", Liev Schreiber em "A View From the Bridge" e Christopher Walken em "A Behanding in Spokane".

Entre as indicadas para Melhor Atriz em Drama estão Abigail Breslin em "The Miracle Worker", Laura Linney em "Time Stand Still", Viola Davis em "Fences".

"A Gaiola das Loucas" foi indicada nas categorias: Melhor Revival de Musical, Direção, Atores (Kelsey Grammer e Douglas Hodge) e Coreografia.
"THE ADDAMS FAMILY" concorre a Ator (Nathan Lane) e Atriz (Bebe Newirth).
A cerimônia de entrega dos prêmios, no Radio City Music Hall, será dia 13 de Junho.


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19/04/2010

BRUNO SIGRIST se destaca pela voz afinada no ensemble de "O Despertar da Primavera"


Com sobrenome de origem suiça, o jovem ator e cantor de 22 anos é uma presença marcante no arrebatador musical "O DESPERTAR DA PRIMAVERA" (adaptação brasileira de "Spring Awakening").
Natural de Campinas-SP, estudante do curso de Artes Cênicas da UNICAMP, não pestanejou quando soube das audições do musical, no início do ano passado. Juntou sua voz ao violão de uma amiga, gravou um video e enviou aos diretores Claudio Botelho e Charles Moeller, que o convidaram para um teste ao vivo.
Em pouco tempo, o rapaz havia ganhado o papel de Otto, um jovem que tem sonhos obscuros com a própria mãe, nua.
Perspicaz na construção de seu Otto, o ator deixou o cabelo encaracolar (para parecer mais jovem) e transformou-se num garoto de 15 anos, doce, sincero, com uma voz cristalina e uma afinação que salta aos ouvidos quando ouve-se o coro do musical.

Fã do musicais "Rent" e "Wicked", viajou a Nova York no recesso do final do ano e alimentou-se inúmeros espetáculos. Observador, compenetrado, responsável e maduro para sua idade, Sigrist é um nomes a se guardar atualmente.
É também o substituto do perturbado Moritz, um dos protagonistas que é interpretado por Rodrigo Pandolfo. Ano passado, Pandolfo teve de ausentar-se em uma apresentação e Sigrist teve sua oportunidade de brilhar e encantar ainda mais no palco.
Perguntado sobre com quem gostaria de trabalhar, Sigrist afirmou que está em seus planos esforçar-se ao máximo para estar novamente com Charles e Cláudio em projetos a seguir. E com o passar dos anos,  colaborar com o maior número possível de diretores, grupos e companhias. Quer aprender muito ainda. Tem uma sede gigante de contribuir e crescer profissionalmente. Para isso, além da faculdade, que deve concluir no próximo ano, continua com aulas individuais de canto, jazz e interpretação.

No meio do vasto universo de jovens atores que despontam nos musicais brasileiros, BRUNO SIGRIST é, sem dúvida, um nome a ser guardado. E acompanhado.
Ainda irá arrebatar platéias em outros musicais, em breve!! 
Quem ainda não viu "O Despertar da Primavera", corra ao teatro Sérgio Cardoso. A temporada está no final. Apenas mais duas semanas.


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03/04/2010

JOSEPH MAZZELLO, o garoto de "Jurassic Park", será um dos criadores do Facebook no cinema


O americano JOSEPH MAZZELLO tinha 9 anos nas filmagens de "JURASSIC PARK" (1993), no papel do garoto Tim. Quatro anos depois, esteve na sequência "The Lost World" (1997), mas não participou do terceiro.

Aos 10, fez parte do elenco de "Terra das Sombras" (Shadowlands, 1993), ao lado de Debra Winger e Anthony Hopkins.
Aos 11, foi o filho de Meryl Streep e David Straithairn em "O Rio Selvagem" (The River Wild, 1994).
Aos 12, viveu um garoto que tem AIDS e faz amizade com o vizinho em "A Cura" (The Cure), ao lado de Brad Renfro, que morreu em 2008.

Em 2007, graduou-se em Cinema e dirigiu um curta-metragem chamado "The Matters of Life and Death", sobre 3 irmãos lidando com a inesperada morte dos pais e a transição para a vida adulta.

Hoje, aos 26 anos, é um dos protagonistas da nova série da HBO, "THE PACIFIC", produzida por Steven Spielberg, vivendo um soldado em batalha na Segunda Guerra.

Em breve será visto no novo longa de David Fincher ("O Curioso Caso de Benjamin Button"), chamado "THE SOCIAL NETWORK", sobre os criadores do site de relacionamento Facebook.
Mark Zuckenberg, 24, o criador do site, será interpretado pelo ótimo JESSE EISENBERG ("Lula e a Baleia", "Zombieland").
Mazzello viverá Dustin Moskovitz, parceiro de Zuckenberg e também idealizador do site. Os rapazes eram colegas de sala em Harvard, em 2004, quando resolveram inventar o Facebook.
Justin Timberlake interpretará Sean Parker, o executivo contratado pela dupla para ser consultor na gênese do site.

Vale a pena conferir o trabalho de JOSEPH MAZZELLO, jovem ator que estreou criança no cinema e, caso raro em Hollywood, está sabendo conduzir muito bem sua carreira, pela bela escolha de projetos.




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25/03/2010

A peça "CINEMA", de Felipe Hirsch, é um mesmerizante exercício de observação do outro


O novo espetáculo de FELIPE HIRSCH, da Sutil Companhia de Teatro, chama-se "CINEMA", no qual o público é deliciosamente convidado a observar uma plateia que vê vários filmes numa sala de arte. O cenário de Daniela Thomas é unicamente um recorte de algumas fileiras de poltronas vermelhas de um cinema antigo. A iluminação algo soturna de Beto Bruel retrata o foco superior da sala de projeção, enquanto outros spots alcançam individualmente os persongens.

É fascinante passar o espetáculo inteiro tentando identificar quais os filmes vistos, através do som dos mesmos aos quais os personagem assistem. Imagens das películas nunca são mostradas. Uma escolha acertada do diretor. Ele poderia ter seguido a moda atual em montagens teatrais, que abusam de projeções. O áudio dos filmes é o elemento misterioso do jogo de cena. Aqui, as luzes voltam-se para os tipos ora divertidos, ora doloridos, que vêem os filmes.
Aliás, a solidão de alguns cinéfilos é um dos temas retratados na peça.  Não por acaso, no montante de sketches rápidos ou cenas que se multiplicam e personagens que se desdobram, os espectadores estão em suas maioria, sozinhos. Solitários e marcados em suas impressões a respeito do que assistem.

O registro do diretor trabalha na chave da comédia, muitas vezes física, às vezes caricata mesmo, quase cartunesca. A maioria das cenas funcionam e ganham a plateia do lado de cá.  É interessante o exercício de observar e julgar observadores. Sentir-se identificado com eles, de alguma maneira. É uma peça com quase nenhum diálogo, mas repleta de silêncios ricos em significados.

Durante 90 minutos, em meio a risadas sonoras e momentos de beleza dolorida (especialmente para os amantes do cinema), fica perceptível o processo meticuloso de Hirsch e o caminho percorrido pelo elenco até o belo resultado final.  Dezenas de filmes foram vistos nos ensaios.
Os 15 atores (escolhidos dentre 1.500) revezam-se com muita desenvoltura nos mais de 40 personagens que transitam da poesia asiática ao terror trash americano. Do humor físico e lúdico a la Charles Chaplin a algo de pop do "Kill Bill" do Tarantino. Há um momento em que identificamos o áudio de "Manhattan", de Woody Allen. Em outro, ouvimos o clássico brasileiro "São Paulo S.A.", de Luiz Sérgio Person.

No meio do talentoso grupo de jovens atores e atrizes, chamam atenção diferenciada: RENATA GASPAR, recentemente ótima na série da MTV, "Descolados", PAULA ARRUDA, indicada ao Shell por "O Céu 5 Minutos antes da Tempestade", DANIEL TAVARES, do curta "Café com Leite" e de peças como "O Livro dos Monstros Guardados" e "A Vida na Praça Roosevelt" e BEATRIZ BERTÚ, que foi a bebê Heleninha na novela de TV "Bebê a Bordo". Também estão no muito competente elenco: ISABEL WILKER (filha de José Wilker), FÁBIO LUCINDO (premiado pela peça "Cidadania") e JÚLIA IANINA (a jovem Carmencita da primeira fase da novela "Éramos Seis", de 1994).

Há um momento em que o filme que os personagens estão vendo é "A Morte de um Apostador Chinês" (The Killing of a Chinese Booker), de John Cassavetes, no qual ouvimos uma voz masculina dizer "Vou hipnotizar vocês, mesmerizar e maravilhar a todos".
É isso que Hirsch faz com o público que assiste ao seu novo espetáculo, seja ele cinéfilo ou que não. Que saiba quem seja Woody Allen ou Cassavetes, ou não. Qualquer público, de qualquer faixa etária ou classe social, consegue identificar-se com o que vê, na alegria, na tristeza e na beleza das cenas.
Para quem viu "Avenida Dropsie", "A Vida é Cheia de Som e Fúria" e "Não Sobre o Amor", espetáculos anteriores da Sutil,  é um programa imperdível.

Vale lembrar que a estreia do diretor em longas será amanhã: "INSOLAÇÃO", muito elogiado em sua exibição no último Festival de Veneza, chega aos cinemas, ao mesmo tempo que "Cinema" ao palco.
Um duplo gol mesmerizante de Felipe Hirsch (foto).

Teatro do Sesi São Paulo - Av. Paulista, 1313 – Metrô Trianon-Masp - Quinta-feira a sábado, às 20h; domingo, às 19h.
QUINTAS E SEXTAS são gratuitas. é só pegar a senha uma hora antes do espetáculo.


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24/03/2010

"OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE" é silencioso e doloridamente poético


A estreia em longas do paulista ESMIR FILHO é surpreendente. Consagrado no Festival do Rio saiu com 2 prêmios: Melhor Filme, pelo júri e pela crítica internacional. No recente festival chileno de Valdivia, levou o troféu de Diretor.  Em Guadalajara e Punta Del Este, mais prêmios. Há um merecimento envolto nestes troféus todos.
Ao transpor o livro do gaúcho ISMAEL CANEPELLE para o cinema, Esmir utiliza longos planos-sequência com câmera estática, extraindo de seus atores (a maioria desconhecidos sem nenhuma experiência) interpretações repletas de um frescor espontâneo, criando uma mise-èn-scene de relevância e mostrando seu talento como realizador de imagens.

A fotografia de MAURO PINHEIRO JR tem câmera às vezes inquieta, outras vezes onírica e lisérgica. Caminha na nuca de seus personagens, os seguindo, como fez Gus Van Sant em "Elefante" e "Paranoid Park. O garoto comendo um sanduiche e tocando delicadamente as migalhas, como se fossem estrelas no céu ou a explosão de fogos de artifício em frente a uma estação de energia são belos momentos.

A canções folk do gaúcho NELO JOHANN são luvas perfeitas para o clima sombrio e nebuloso da cidadezinha onde pouca coisa acontece.  Para usar a canção de Bob Dylan, "Mr. Tambourine Man" a produtora Sara Silveira desembolsou 40 mil dólares.

O elenco foi preparado pelo ótimo ROBERTO ÁUDIO, do grupo Teatro de Vertigem. O garoto SAMUEL REGINATTO conseguiu transparecer  fluidez e carisma de maneira notável. A atriz que faz a mãe, ÁUREA BAPTISTA, chega a roubar todas as ternas cenas em que aparece com o filho, interpretado por um carismático e  silenciosamente dolorido HENRIQUE LARRÉ, cuja carreira deve progredir daqui para frente.  Não sei se por acaso, mas o menino lembra bastante Alex Frost, um dos protagonistas de "Elefante", de Gus Van Sant. E remete ao jovem Keanu Reeves em "Garotos de Programa" (My Own Private Idaho).

"OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE" fala sobre adolescência, suicídio e o desconforto por não sentir-se inserido. E recorta esta era em que vivemos, a era dos contatos virtuais, capturando com eficácia e poesia as angústias dos jovens de hoje. O filme é uma espécie de retrato da geração de internet de hoje, com doses aguçadas de poesia.
Como a internet, há vários momentos "spam" no filme de Esmir. Poderia ter havido um filtro um tanto mais eficiente, enxugando um pouco esses excesssos. Mas até nisso o filme é fiel  e verossímil ao traduzir em imagens mágicas o retrato do que ele propõe: um mergulho alucinante no universo dos jovens de hoje 

Lisérgico, triste, doloridamente poético, silencioso e visualmente inebriante, a estreia na direção de Esmir é um belo trabalho.


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09/03/2010

"O DESPERTAR DA PRIMAVERA" traz o banho de hormônios, repressão e poesia a São Paulo


CHARLES MOELLER & CLAUDIO BOTELHO são incansáveis e suas cabeças criativas não páram nunca. Nos últimos meses encantaram multidões cariocas e paulistanas com espetáculos como: "Beatles Num Céu de Diamantes" (que acabou de reestrear em nova temporada no Rio), "A Noviça Rebelde", "7 - O Musical", "Gloriosa" e "Avenida Q". 
A versão non-replica do musical americano, "SPRING AWAKENING", vencedor do Tony Award em 2007 ficou meses em cartaz no Rio. Não seria surpreendente que o novo filhote fosse, mais uma vez, extraordinário. A união do texto do alemão Frank Wedekind, polemicamente escrito em 1891 (e ainda atualíssimo) com canções pop-rock colocaram Nova York em polvorosa há três anos.

Com liberdade criativa para deixar vir à tona sua própria concepção, a dupla conseguiu uma realização ainda mais bonita e impactante que a da Broadway.  Na versão brasileira há uma densidade dramática mais consistente e um lirismo mais marcado. O cenário tem mais dinamismo, os tijolos repressores têm um pé-direito gigantesco, enormes e verticais vigas, um sol que se traveste de inúmeras cores e uma lua que mingua e cresce. O desenho de luz é fantástico. Novas e esclarecedoras cenas foram acrescidas. Fotos do elenco descem do teto como se fossem passaportes (e posteriormente, obituário), num momento cenográfico de abundante beleza. Os microfones às mãos dos atores foram espertamente abstraidos, fazendo com que o drama prevaleça ao show de rock.
Desta vez, Botelho demonstra uma maturidade emocionante no trabalho de versão das canções para o português.  Esta é possivelmente sua melhor e mais poética transposição de um musical para a nossa língua. A sonoridade das letras, as rimas, a suavidade de algumas canções, tudo relacionado a este trabalho é digno de aplausos. O "purple summer" de Steven Sater e Duncan Sheik torna-se um "verão vermelho".  "Eu serei teu sangue, tu minha cicatriz", "seu corpo quer falar, é só ouvir", em "The Word of Your Body" são mais exemplos.

O que mais me impressionou quando vi em 2007 "Spring Awakening" em Nova York foi a garra e a energia quase palpáveis do elenco que vibrava e suava a cada canção.  O elenco brasileiro também tem essa paixão, essa força. A testosterona e o estrógeno borbulham no palco, até porque a faixa etária do cast vai dos 14 ao 25 anos.
PIERRE BAITELLI, MALU RODRIGUES e RODRIGO PANDOLFO (indicado ao Shell pelo trabalho) estão apaixonantes como os protagonistas. Densos dramaticamente, vozes afinadas e a tal da tão comentada "star quality".  Pierre esteve na minissérie da Globo "Capitu", Malu em "7" e Pandolfo foi muito elogiado pela crítica em 2008 na peça "Cine-Teatro Limite".
Entre os coadjuvantes do ensemble chamam atenção diferenciada as desenvolturas e vozes da carioca LAURA LOBO, do gaúcho THIAGO AMARAL e do paulistano BRUNO SIGRIST. Seria muito bom ver este último na pele de Moritz numa eventual substituição.
FELIPE DE CAROLIS
tem desempenho dedicado num dos papéis mais difíceis, o de Ernst, jovem que descobre a homossexualidade e a paixão por um colega de classe. O intuitivo ator executou um interessante trabalho de voz, deixando-a mais aguda nos diálogos. Mas talvez dentre todo o elenco a mais impressionante tenha sido a fulgurante e belissima LETÍCIA COLIN, no papel de Ilse, uma jovem avant-garde e libertária em pleno final do século 19. A cena em que ela canta "Blue Wind" (Primavera) é das mais emocionantes do espetáculo.

Que bom que São Paulo será inundada pela garra e hormônios deste fotogênico e talentoso elenco. A poesia e o lirismo da versão brasileira saltavam aos olhos e palpitava o coração da plateia carioca, que aplaudia e grita bravo! a cada canção.
Houve uma modificação no elenco "adulto" para a temporada paulistana: o ator EDUARDO SEMERJIAN substituirá Carlos Gregório.

Este imperdível musical da dupla mágica Moeller & Botelho é melhor que o original americano. Aqui, os beijos são mais ardentes, os cenários mais vistosos e a dramaturgia mais elaborada. A ousadia é maior nas cenas de sexo e nudez e sim, há um belo e atordoante beijo molhado entre Thiago Amaral e Felipe de Carolis. 
Os tabus do sexo, a repressão dos pais, o rigor dos professores e o desabrochar para o erotismo, a gravidez adolescente, o aborto, o incesto, o suicídio, mesmo escritos há quase 120 anos por Wedekind,  são temas ainda muito atuais e urgentes para plateias de 8 a 80.

"O DESPERTAR DA PRIMAVERA" é mais um musical arrebatador da dupla, que prepara para os próximos meses as versões brasileiras de "Gipsy" e "Hair".
Estreia dia 12 de Março no Teatro SÉRGIO CARDOSO, com previsão até julho em cartaz.


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02/03/2010

"O MENSAGEIRO" captura instantes de desespero e beleza na atuação arrasadora de BEN FOSTER.


A estreia do diretor de origem israelense OREN MOVERMAN resultou num dos melhores filmes do ano. Moverman é ex-combatente de conflitos no Iraque, radicou-se nos EUA há 20 anos e escreveu o roteiro de "Não Estou Lá" (I am Not There), de Todd Haynes.
"O MENSAGEIRO" (The Messenger) é um recorte poderoso e devastador na vida de dois militares e sua difícil e robótica missão de comunicar a morte de soldados aos familiares do morto. Quando os dois homens aparecem uniformizados,  muitas vezes nem precisam falar, os parentes já captam a mensagem. Todos os tipos de emoções vem à tona: vômitos, xingamentos, cuspe na cara e gritos uivantes de dor. As emoções dos comumicadores também não são desperdiçadas pelas lentes de Moverman. As câmeras - os olhos - do diretor capturam esses - bonitos e tristes - instantes de desespero.

BEN FOSTER, o sargento que pinga colirio no olho enfermo durante todo o filme e sente-se estranhamente atraído pela viúva a quem deu a notícia da morte do esposo, é um dos melhores atores de sua geração. Prestes a completar 30 anos, sua atuação neste filme é repleta de detalhes e situações internas silenciosas e atordoantes. 
Irmão do ator JON FOSTER, de "Provocação" (A Door in the Floor), já havia chamado muita atenção com performances excelentes em "Alpha Dog" e "Os Indomáveis" (3:10 to Yuma), além de ter sido o anjo de "X-Men 3". A Academia errou muito feio em não indicá-lo a Melhor Ator este ano. Uma das grandes injustiças do ano.

WOODY HARRELSON, que já havia sido indicado ao OSCAR em 1997 por "O Povo Contra Larry Flynt", recebe sua segunda indicação pela personificação de um general fortemente atrelado às regras, à completa falta de envolvimento com os que estão à sua volta, mas que em um inesquecível momento, deixa os escombros de sua alma virem à superfície de maneira humana.

A inglesa SAMANTHA MORTON, de "Terra de Sonhos" (In America), está fabulosa em suas emoções contidas, vivendo uma mulher que tem que lidar com o luto e a súbita compaixão pelo personagem de Foster.  A atriz britânica teve a perspicácia e a sensibilidade de saber incorporar uma mulher simplória americana, da postura ao linguajar.  Grande e pouco festejada esta atriz.

Os temas trabalhados no roteiro de "O Mensageiro" poderiam ter resultado num dramalhão apinhado de clichês. A excelente direção de Moverman não deixa isso acontecer, resultando num longa de emoções estranguladas, contidas, ressecadas.
Oren Moverman e o italiano Alessandro Camon estão indicados ao Oscar pelo impecável Roteiro Original.
Um belíssimo filme sobre a inesperada amizade entre dois militares ressentidos de dores (físicas e psicológicas) e a inescapável compaixão do homem perante outro homem. A maneira como o script discorre sobre o luto e a perda é de uma lucidez difícílima de encontrar no cinema americano recente.
Um dos mais impressionantes filmes do ano. Elenco arrasador.

Mostrar as dores privadas referentes ao luto de maneira tão notável e com extrema delicadeza acaba tendo uma mensagem anti-guerra muito mais poderosa do que "Avatar" ou "Guerra ao Terror".
Um filme imperdivel. 


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27/02/2010

MINHAS APOSTAS PARA O OSCAR 2010


Falta apenas uma semana para a cerimônia de entrega do OSCAR e depois de uma longa corrida de campanhas, gastos infindáveis, violento lobby dos estúdios e promoções dos filmes, chega-se à reta final da disputa pelas estatuetas douradas e sonhadas.
Minhas apostas para os vencedores, domingo, 07 de Março, são:

Filme:  "GUERRA AO TERROR" (The Hurt Locker) - meu preferido seria "Amor sem Escalas", mas acho que este é o ano da corajosa Bigelow, que fez um filme de "macho" mesmo sendo mulher e beirando os 60 anos (embora pareça 40).

Direção: KATHRYN BIGELOW ("GUERRA AO TERROR") - 4ª mulher a ser indicada ao OSCAR na categoria. Será a primeira a ganhar.

AtorJEFF BRIDGES ("Coração Louco") - 5ª indicação deste talentoso americano, que já concorreu por "A Conspiração" (The Contender) e "A Última Sessão de Cinema"(Last Picture Show). Tem no currículo atuações extraordinárias como em "O Pescador de Ilusões" (The Fisher King) e "Provocação" (The Door on the Floor).  Meu preferido seria Colin Firth, por "Direito de Amar" (A Single Man).

AtrizGABOUREY SIDIBE ("Preciosa")  - será a surpresa bombástica da noite!! Para dar o OSCAR a uma atriz sem histórico de bons filmes, que dê a uma estreante talentosa! Não darão mais um a Meryl Streep (embora merecesse). E a Bullock ficará de mãos vazias. Se Carey Mulligan vencer, também será muito merecido!

Ator Coadjuvante: CHRISTOPH WALTZ  ("Bastardos Inglórios") - ninguém tira o OSCAR deste austríaco. Mas meu preferido seria Woody Harrelson, esplêndido em "O Mensageiro".

Atriz CoadjuvanteMONIQUE ("Preciosa") - atuação assombrosa e merecedora da estatueta.  Minha preferida seria Vera Farmiga, madura e extraordinária em "Amor sem Escalas".

Filme Estrangeiro:  "A FITA BRANCA" (Das Weisse Band) - ALEMANHA
Roteiro Original:   "GUERRA AO TERROR" (The Hurt Locker)
Roteiro Adaptado: "AMOR SEM ESCALAS" (Up in The Air)
Animação"UP - ALTAS AVENTURAS" - Dá-lhe Pixar uma vez mais!
Fotografia:  "GUERRA AO TERROR"  (o britânico Barry Ackroyd, que fotografou o excelente e tenso "Vôo United 93")
Trilha Sonora:  "UP - ALTAS AVENTURAS" o americano Michael Giacchino, que já havia sido indicado por "Ratatouille", em 2007.
Figurino: "RAINHA VITÓRIA" (The Young Victoria) - 8ª indicação da inglesa Sandy Powell, que já venceu por "Aviador" e "Shakespeare Apaixonado". Ela vencerá pela terceira vez!
Direção de Arte: "AVATAR"
Edição"GUERRA AO TERROR"
Canção: "The Weary Kind", escrita por Ryan Bingham e T-Bone Burnett ("Coração Louco") - a bela composição folk venceu o Globo de Ouro. Curioso é que RYAN BINGHAM é exatamente o mesmo nome do personagem de George Clooney, em "Amor sem Escalas". Imensa coincidência?
Maquiagem: "STAR TREK"
Edição de Som: "AVATAR"
Mixagem de Som: "AVATAR"
Efeitos Visuais: "AVATAR"


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20/02/2010

JAVIER CÁMARA brilha em texto de Tom Stoppard, em Madrid


Além dos musicais "Chicago" e "Spamalot", que iluminam a Gran Vía, os palcos de Madrid fervilham com espetáculos dramáticos como "REALIDAD", versão espanhola de "The Real Thing", do dramaturgo britânico TOM STOPPARD.
O aclamado JAVIER CÁMARA (foto, dos almodovarianos "Fale com Ela" e "Má Educação") interpreta Henry e MARÍA PUJALTE vive Annie.
O texto de Stoppard (que fez sucesso na Broadway nos anos 80 com Glenn Close e Jeremy Irons) fala sobre desencanto, ilusão e da busca pelo sentido verdadeiro no amor, no sexo e na arte.

Há também uma versão espanhola da peça de YASMINA REZA, "ARTE", com VICENTE ROMERO (um dos atores revelados no filme "Celda 211"). A peça foi montada no mundo todo, inclusive no Brasil, com Paulo Gorgulho, Pedro Paulo Rangel e Paulo Goulart.
Na Broadway , fez sucesso com Alan Alda e Alfred Molina.

Terminando uma longa temporada de mais de um ano, VERÓNICA FORQUÉ (de "Ata-me") vive uma suposta "abelha-rainha" no papel título de "LA ABEJA REINA".
Forqué encarregou-se da tradução para o espanhol do texto da inglesa Charlotte Jones, que fala sobre mulher no pós-cirúrgico de uma rinoplastia, às voltas com um amante grudento e um enxame de abelhas que circula esse estranho casal.

Há também uma versão de "A RATOEIRA", de Agatha Christie, aqui traduzida para "LA RATONERA". O elenco espanhol conta com nomes como MARÍA CASTRO, LEANDRO RIVERA ("Volver").



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15/02/2010

O argentino ALBERTO AMMAN tem grande atuação no espanhol "CELDA 211"


O ator argentino ALBERTO AMMANN havia feito apenas alguns trabalhos na TV quando o diretor espanhol DANIEL MONZÓN o convidou para ser um dos protagonistas de "CELDA 211" (CELA 211), filme que acaba de ser o grande vencedor do GOYA, com 8 estatuetas, a premiação da Academia de Cinema da Espanha.  Ele levou o troféu de Ator Revelação.

O jovem e talentoso ator é um dos nomes a despontar no cinema latino atualmente.
Acabou de filmar "LOPE", uma co-produção hispânico-brasileira, no papel do protagonista-título, Félix Lope de Vega, o famoso dramaturgo espanhol do século XVII.
A direção é do brasileiro ANDRUCHA WADDINGTON ("Casa de Areia") e o elenco conta com Senton Mello, Sônia Braga e Leonor Watling, que trabalhou com Almodóvar em "Fale com Ela" e "Má Educação". 
A edição é do brasileiro SÉRGIO MEKLER e a direção de fotografia é de RICARDO DELLA ROSA, que fez um trabalho extraordinário em "À DERIVA", de Heitor Dhália.

"CELDA 211" é um olhar dramático e tenso sobre o sistema carcerário na Espanha e traz uma grande atuação de LUIS TOSAR ("Inconscientes"). O filme foi elogiadíssimo pela crítica e vem sendo apontado como um dos grandes filmes espanhóis dos últimos anos.
Estreou no final do ano na Europa e deve chegar ao Brasil dentro de 3 ou 4 meses.
Guardem o nome deste ator:  ALBERTO AMMANN.
Ele ainda irá encantar público e crítica ao longo dos próximos anos.


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12/02/2010

MARIA CLARA SPINELLI vence prêmio de Melhor Atriz em Los Angeles


O Hollywood Brazilian Film Festival, produzido por Talize Sayegh, em sua segunda edição, encerrou-se esta semana, em Los Angeles, e reuniu celebridades brasileiras (Malvino Salvador, Luciano Szafir, Guilherme Berenger, Kiara Sasso), produtores e diretores americanos interessados no cinema brasileiro. 
O filme de Roberto Moreira, "Quanto Dura o Amor?" encantou os americanos e saiu do festival consagrado como Melhor Filme.
A paulista Maria Clara Spinelli arrebatou corações brasileiros e estrangeiros e recebeu o troféu de Melhor Atriz.

CAUÃ REYMOND recebeu um prêmio por estar despontando como novo talento em vários filmes como "Divã", "Se Nada Mais Der Certo" e "À Deriva".

JOÃO MIGUEL ("Estômago", "Cinema, Aspirinas e Urubus") recebeu um prêmio especial e os principais vencedores foram:

Melhor Filme:  "QUANTO DURA O AMOR?", de Roberto Moreira
Melhor Direção:  SUZANA AMARAL, por "Hotel Atlântico"
Melhor Ator:  JÚLIO ANDRADE, em "Hotel Atlântico"
Melhor Atriz:  MARIA CLARA SPINELLI, em "Quanto Dura o Amor?"

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02/02/2010

MAGGIE GYLLENHAAL concorre pela primeira vez ao OSCAR de Atriz Coadjuvante


O que não era previsto, não constava nas listas de apostas e ninguém previa na lista de indicados ao OSCAR 2010:

- MAGGIE GYLLENHAAL (foto), Atriz Coadjuvante por "Coração Louco" (Crazy Heart) - primeira indicação desta talentosa irmã do ator Jake Gyllenhaal. Ela havia sido indicada ao Globo de Ouro por "Secretária", em 2002 e levou o National Board of Review no mesmo ano pelo papel.

- "O LADO CEGO" (The Blind Side), concorre a Melhor Filme - o lobby gigantescamente bem administrado da Warner deu certo.  Que feio, Academia. Deixar de fora produções de peso e bem cotadas como "A Single Man" e "Invictus" e incluir uma coisa mediana como este filme!
Sandra Bullock, que há 2 meses nem era cotada pelo papel, agora passa a ser a favorita na categoria de Atriz, pelo mesmo filme.
Nada como ter bastante dinheiro e fazer uma bela campanha de marketing. Até filmes ruins conseguem se consagrar.

- "Brendan and the Secret of Kells" (Brendan et le secret de kells), animação da França/Bélgica - totalmente inesperada a indicação. Os produtores de "Tá Chovendo Hambúrguer" devem estar se contorcendo de ódio. A animação belga surrupiou sua vaga na categoria.

- "IN THE LOOP", filme britânico dirigido pelo escocês ARMANDO IANUCCI concorre a Roteiro Adaptado.

- O filme italiano "IL DIVO", de Paolo Sorrentino recebe a indicação a Melhor Maquiagem (Vittorio Sodano, que já havia concorrido ne mesma categoria há 4 anos por "Apocalypto", de Mel Gibson).

- O filme francês "Faubourg 36" (Paris 36), de Christophe Barratier, concorre a Melhor Canção: "Loin de Paname".  Barratier deu à França a indicação de Filme Estrangeiro em 2004, por "A Voz do Coração" (Les Choristes).

AS BOAS SURPRESAS:

- PENELOPE CRUZ, Atriz Coadjuvante por "Nine". A Espanha está em polvorosa.
- MATT DAMON, Ator Coadjuvante por "Invictus".
- JASON REITMAN ("Amor sem Escalas") e LEE DANIELS ("Preciosa") indicados a Direção.
- O austríaco CHRISTIAN BERGER, parceiro de Michael Haneke em filmes como "A Professora de Piano" e "Caché", recebe sua primeira indicação pela bela fotografia em preto & branco de "A Fita Branca", que deve dar o prêmio de Filme Estrangeiro à Alemanha.
- A América Latina recebe 2 indicações a Filme Estrangeiro (normalmente eles deixam apenas uma vaga), com "A TETA ASSUSTADA" (Peru) e "O Segredo de Seus Olhos" (Argentina).
- "UP - Altas Aventuras" recebe 5 indicações, incluindo Melhor Filme e Melhor Animação. Os executivos da Disney/Pixar devem estar tomando champagne agora.
- "SHERLOCK HOLMES" recebe 2 indicações: Trilha Sonora (do ótimo Hans Zimmer que não concorria desde 2001, quando foi indicado por "Gladiador") e Direção de Arte.  Zimmer já venceu a estatueta pela trilha de "O Rei Leão", em 1995.
- A figurinista MONIQUE PRUDHOMME, de "O Imaginário do Dr. Parnassus" recebe sua primeira indicação pelo absurdo Figurino do filme, que também concorre a Direção de Arte. O efeito Heath Ledger (que faz parte do elenco) ainda comove os membros da Academia.
- "DISTRITO 9" cravou 4 indicações: Filme, Roteiro Adaptado, Edição e Efeitos Visuais.
- "UM HOMEM SÉRIO": os irmãos Coen, poderiam ter recebido mais indicações mas entraram na lista de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original.


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01/02/2010

"QUANTO DURA O AMOR?" faz sucesso em festivais americanos


O filme "QUANTO DURA O AMOR?", do paulistano ROBERTO MOREIRA tem recebido inúmeros convites para festivais internacionais.
Depois de estrear mundialmente no Festival de Palm Springs, mês passado, o longa, que recebeu o título internacional de "PAULISTA", será exibido esta semana na segunda edição do HOLLYWOOD BRAZILIAN FILM FESTIVAL e dentro de algumas semanas em mais um festival na California. Desta vez, na cidade de San Jose,  num festival chamado CINEQUEST.

O diretor e a protagonista premiada MARIA CLARA SPINELLI (foto) estiveram em Palm Springs. Esta semana a atriz (elogiada em jornais e publicações como a Variety nos EUA) embarca novamente para Los Angeles para mais 3 exibições de seu belo filme (que tem encantado os críticos americanos) no famoso Chinese Theatre, que faz do complexo que inclui o Kodak Theatre, onde acontece a cerimônia de entrega do OSCAR.

"Quanto Dura o Amor?" continua em cartaz no Brasil e ao longo de 2010 será exibido em diversos festivais pelo mundo.


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23/01/2010

SCARLETT JOHANSSON estreia na Broadway em peça de Arthur Miller


Em Fevereiro estreia em Nova York a nova montagem da famosa peça de William Gibson, "THE MIRACLE WORKER". A versão cinematográfica, de 1962, com título brasileiro de "O Milagre de Annie Sullivan", foi vencedora dos OSCARs de Melhor Atriz (Anne Bancroft) e Atriz Coadjuvante (Patty Duke).
ABIGAIL BRESLIN (de "Pequena Miss Sunshine"), agora aos 14 anos, é a garota cega, surda e muda, ajudada pela esforçada Annie do título (a ascendente Alison Pill, de "Milk" e "Querida Wendy").
A montagem utilizará ferramentas de descrição dos atos (D-Scryptive Audio System)  e I-Caption para espectadores cegos ou surdos-mudos na plateia. Fato inédito na Broadway.
A reestreia faz parte da comemoração dos 50 anos do texto, vencedor do Tony Award.

Esta semana estreia "A VIEW FROM THE BRIDGE" (Panorama Visto da Ponte), de Arthur Miller, com SCARLETT JOHANSSON e LIEV SCHREIBER (o Dente-de-Sabre em "Wolverine"). Miller fala sobre a intolerância social, o preconceito com imigrantes e um tórrido triângulo amoroso nos anos 50.

"RACE", nova peça do sempre genial DAVID MAMET discorre sobre os afobados trâmites da Justiça e traz no elenco JAMES SPADER no papel de um advogado que hesita em aceitar a defesa de um cliente branco que teria estuprado uma mulher negra.

"PRIDE", do novato dramaturgo Alexi Kaye Campbell, pula fantasticamente dos anos 50 para os dias atuais e recorta um complexo envolvimento amoroso entre dois homens e uma mulher. No elenco, os britânicos: BEN WISHAW (de "Perfume") e HUGH DANCY (de "Ao Entardecer").

CATHERINE ZETA-JONES e ANGELA LANSBURY estão juntas em "A LITTLE NIGHT MUSIC", música de Stephen Sondheim, baseado no filme de Ingmar Bergman "Sorrisos de uma Noite de Amor". O texto focaliza paixões e intrigas numa casa de campo em plena Suécia do século passado.

"VENUS IN FUR" traz o sumido WES BENTLEY (de "Beleza Americana"), numa trama repleta de tensão sexual, desejos e descobertas.
Bentley acabou de filmar com Rodrigo Santoro "There Be Dragons", a fantasia de Rolland Joffé ("A Missão") que estreia em Junho.

O frio bate forte, mas os palcos fervilham na Big Apple.




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21/01/2010

HOLLYWOOD BRAZILIAN FILM FESTIVAL exibirá "Quanto Dura o Amor?"


Ano passado Los Angeles foi palco do nascimento de mais uma importante vitrine para o cinema brasileiro: o HOLLYWOOD BRAZILIAN FILM FESTIVAL, criado pela batalhadora e apaixonada pela cinematografia de seu país de nascimento, TALIZE SAYEGH, carioca radicada na California há duas décadas.  Proprietária da LIS Productions, empresa divulgadora da cultura brasileira nos EUA, Talize também dirigiu um curta-metragem, "Vendedores", com Ricardo Tozzi e Jonatha Haagensen, auxilia o Festival do Rio com "Guest Services" e foi produtora assistente e consultora da comédia cartunesca "Embarque Imediato", de Alan Fiterman.

Nesta segunda edição do festival, Talize selecionou filmes como: o insólito "ELVIS E MADONA", de Marcelo Laffitte, com Igor Cotrim e Simone Spoladore, o lisérgico "HOTEL ATLÂNTICO", de Suzana Amaral, o inebriante "QUANTO DURA O AMOR?", de Roberto Moreira  e a bela fábula de Marcelo Gomes, "CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS".

 O filme de abertura será "SEGURANÇA NACIONAL", de Roberto Carminatti.  Espécie de thriller policial, o longa traz no elenco nomes como Thiago Lacerda, Milton Gonçalves, Ângela Vieira e Viviane Victorette.
Carminatti é realizador da tv Globo e dirigiu novelas como "Caminho das Índias" e a série "Amazônia - de Galvez a Chico Mendes".

De 4 a 7 de Fevereiro Los Angeles fervilhará com talentos brasileiros da sétima arte.



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28/12/2009

"A SINGLE MAN" é um lúcido estudo visual das dores submersas de um homem sem futuro


Num final de tarde torrencialmente chuvoso em Nova York, finalmente vi, em pequena sala ao lado do Hotel Plaza, a prestigiada estreia de TOM FORD na direção.
Baseado no livro homônimo de Christopher Isherwood, "A SINGLE MAN" (Direito de Amar, ridículo título brasileiro, remete a uma novela de TV) é um belo conto sobre o desconforto de um homem de meia-idade em relação a sua própria existência, sua amargura e sofrimento em razão da morte do companheiro, sua solidão infinita e sua vontade de desaparecer do mundo.

COLIN FIRTH tem a melhor performance de sua carreira ao viver um professor universitário inglês radicado em Los Angeles. Meticuloso, elegante, ternos extremamente bem cortados, gravatas slim, uma capa protetora de homem forte e inabalável. Por dentro, um ser humano que carrega uma dor e uma gigantesca sensação de isolamento.
Firth venceu o Copa Volpi de Melhor Ator no Festival de Veneza, foi indicado ao Globo de Ouro e deve concorrer ao OSCAR. Seu trabalho é silencioso, tragicamente palpitante. Uma das melhores e mais inteligentemente sutis interpretações de um personagem homossexual que o cinema já teve.
De "O Diário de Bridget Jones", passando por "Mamma Mia" e inúmero filmes de época, Firth teve o grande momento de sua carreira agora, prestes a completar 50 anos. Vale lembrar que ele também faz parte do casting da nova adaptação do livro de Oscar Wilde, "O Retrato de Dorian Gray", de Oliver Parker, que estreou em setembro na Inglaterra e até agora nem sinal do filme nos EUA.

MATTHEW GOODE faz o companheiro de quase duas décadas morto num acidente de carro, cuja ausência é sentida em cada fotograma e flashback. Goode chamou atenção em "Match Point", de Woody Allen, e depois de alguns papeis sem importância, chegou a protagonizar uma comédia que acabou de estrear em Nova York, "Leap Year", ao lado de Amy Adams.

JULIANNE MOORE (também indicada ao Globo de Ouro, de coadjuvante) é uma das luzes acesas do sombrio filme de Ford. Na pele da melhor amiga e ex-amante do protagonista, a atriz transborda energia, mas há camadas e dores por trás daquele sorriso e daquele glamour. Lembra o vigor de sua performance em "Boogie Nights", de P.T. Anderson.

A surpresa: o inglês NICHOLAS HOULT, aos 19 anos, está apaixonante, numa interpretação segura e corajosa de um aluno cujas intenções em relação ao professor extrapolam o âmbito acadêmico. Há apenas 8 anos ele era praticamente uma criança em "Um Grande Garoto" (About a Boy, 2002), ao lado de Hugh Grant. Em 2007 viveu um personagem gay na série de TV inglesa "Skins" (Juventude à Flor da Pele). O garoto cresceu (1.93 de altura), apareceu e deve ascender profissionalmente a partir de agora. Guardem o nome dele.

A reveladora fotografia é do espanhol EDUARD GRAU e exibe um fascinante  degradée de cores e texturas que indicam o estado de espírito do professor.
O passado, com o namorado, é traduzido em total preto & branco. O presente, em cores esmaecidas e acinzentadas, transmite a atmosfera dos anos 60. Algumas passagens, que revelam uma tentativa - quase sempre mal-sucedida - de livrar-se daquele luto constante, são mostradas em cores fortes aquecedoras, lábios vermelhos, peles douradas e olhos azuis de alguns personagens à sua volta. Como se o mundo quisesse mostrar - em vão - que a vida vale a pena.  Essa mudança na paleta de cores foi também muito bem utilizada e organicamente inserida na narrativa em "Traffic", de Steven Soderbergh.

A arrebatadora trilha sonora é do polonês ABEL KORZENIOWSKI, repleta de elementos minimalistas e circulares. Bebe na fonte de mestres como Philip Glass ("As Horas").  O polonês teve colaboração do japonês Shigeru Umebayashi, de filmes como "2046" e "Amor à Flor da Pele", de Wong Kar-Wai.

"A SINGLE MAN" (Direito de Amar) discorre fluidamente sobre solidão, suicídio, isolamento e sexualidade de uma maneira incrivelmente lúcida e madura.
A estreia do fashion designer Tom Ford na direção tem pegada muito mais alegórica do que realista, resultando num belíssimo estudo visual das dores submersas de um homem que não consegue enxergar seu próprio futuro.

Em cartaz em circuito alternativo há apenas duas semanas nos EUA, estreia em Fevereiro no Brasil e algumas capitais da Europa.
Se receber indicações ao OSCAR (o que é provável), deve expandir sua distribuição pelo mundo.



 





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24/12/2009

"QUANTO DURA O AMOR?" será exibido no Festival Internacional de Palm Springs (EUA)


Os filmes brasileiros "QUANTO DURA O AMOR?", de Roberto Moreira e "DZI CROQUETTES", de Raphael Alvarez e Tatiana Issa serão exibidos no FESTIVAL INTERNACIONAL DE PALM SPRINGS, cidade a alguns quilômetros de Los Angeles, EUA.
O festival acontece de 5 a 18 de Janeiro de 2010, recebe filmes do mundo inteiro e terá inúmeras exibições em pré-estreia de filmes que concorrem ao Globo de Ouro e ao OSCAR.

"Quanto Dura o Amor?" teve seu titulo internacional traduzido para "PAULISTA". O lançamento internacional ficou a cargo da Figa Films, que tem em seu catálogo "A Casa de Alice", de Chico Teixeira.

O filme de abertura será "THE LAST STATION", de Michael Hoffmann, que recorta momento da vida do escritor russo Leon Tolstoi. HELEN MIRREN e CHRISTOPHER PLUMMER estão concorrendo ao Globo de Ouro.

Helen Mirren, Morgan Freeman, Anna Kendrick, Jeff Bridges e Mariah Carey receberão prêmios especiais.

As sessões de "Quanto Dura o Amor?" (Paulista):
Dia 8, às 18:30h, no Palm Canyon Theatre
Dia 9, às 10:30h, no Palm Canyon Theatre

O diretor Roberto Moreira e a atriz MARIA CLARA SPINELLI (premiada pela sua atuação no II Festival de Paulinia, juntamente com SÍLVIA LOURENÇO) estão negociando sua presença no festival.



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