Durante todo o mês de
fevereiro, a Chilli Beans, maior rede brasileira especializada em óculos
escuros, oferece descontos de 10% a 30% em sua linha de produtos.
A promoção, batizada de Diet
Chilli, acontece todo começo de ano e já é sucesso entre os clientes da marca.
A Chilli Beans é conhecida por prezar pela qualidade de seus produtos. Hoje,
possui 266 lojas no Brasil, Estados Unidos, Panamá e Portugal, que chegam a
comercializar 1,5 milhão de peças por ano.
Dê Toledo

Em 2010 a galeria da La
Cucaracha reabre em grande estilo com a ecoletiva
Dois cariocas Felipe Motta e
Daniel Tucci, dois paulistas radicados em Porto Alegre, Jaca e Fabio Zimbres, o curitibano Rafael Silveira e uma californiana, radicada em Nova Iorque, Tara McPherson foram os escolhidos para homenagear ou gongar a data
comemorativa mais conhecida da nossa cidade.
Mesmo de cidades, idades, e
técnicas diferentes os artistas compartilham algumas referências em suas
histórias pessoais como os quadrinhos, em praticamente todos os casos, o rock,
a tatuagem e o skate, em outros.
Não é a toa que a maioria
deles se enquadre no movimento conhecido como Pop Surrealismo, que mistura
técnicas e composições clássicas com temas e referências do cotidiano.
Trata-se de uma estética
engraçada e sombria, eufórica e bizarra como o próprio carnaval.
CARNAVAL POP
Exposição coletiva
De 12 a 28 de fevereiro
Abertura: 11 de fevereiro às
20h
La Cucaracha
Rua Teixeira de Melo 31 Loja H
– Ipanema
Dê Toledo

E se existem
Louco(s)motivos pra sair de casa, que tal terminar a noite com muito
amor?
A Festa LUV, comandada pela nossa musa do amor, Nicole
Nandes, acontece toda quarta-feira, no
00, sempre regada a muito hip-hop.
Hoje o agito da noite fica por conta do Trio Maravilha formado pelos MCs Rabu Gonzales e De Leve, e arrasando no toca-discos DJ
Anderson, da banda Ultramen. Pra
completar esse timão DJ Pachu e Pathy Dejesus, mais MC Aori.
Pensa que acabou? Nada
disso. Deixando tudo mais iluminado, Augusto Amaral com seu laser mágico e Cadu
Cavalcanti registrando tudo com suas lentes poderosas!
Lembrando que chegando no baile com o ingresso do
Loucomotivos na mão, paga o valor da lista amiga. Porque nesse bonde do amor só tem sangue bom e lá o Falcão é parceiro!
A Festa começa às 22h e dá para aproveitar a deliciosa
culinária japa do local!
Isso sim é LUV!!!
http://luvbaileblack.blogspot.
00
Rua Padre Leonel Franca, 240 – Gávea (ao lado do planetário)
Monique Maia

O vocalista da banda O Rappa, Marcelo Falcão, esquenta mais uma noite de quarta-feira, no Circo Voador, com o projeto mais esperado do verão: os Loucomotivos!!
Formado por um time de primeira linha da música pop, a banda
conta com uma escalação de tirar o fôlego: Falcão e Bnegão nos vocais,
João Fera dos Paralamas, nos teclados, Bino do Cidade Negra, no baixo,
Eduardo Lira (outro Paralama) na percussão, Claudio Menezes do
Afrorregae, na guitarra, o DJ Negralha, também O Rappa, Cleber na
bateria e uma super seção de metais formada por Monteiro no trumpete,
Marcos no trombone e Pedro no sax, além de Vinicius e Alessandra nos
backing vocals.
No repertório, clássicos de Tim Maia, Gilberto Gil, Ultraje a Rigor, Bob Marley e
muitos outros embalam a festa que também traz convidados para lá de
especiais...Hoje quem sobe ao palco é o músico Carlinhos Brown.
Para quem ainda não se esbaldou com Falcão e os Loucomotivos fique esperto, a
parada rola hoje, às 23h, e depois na próxima quarta, dia 14 de fevereiro!!!
Quer motivo melhor que esse pra sair de casa?
Monique Maia

Enquanto
não chega às lojas a coleção de Inverno, a Ellus está promovendo uma venda
especial da coleção de verão na loja de Ipanema.
Blusas,
vestidos, calças, jeans, bolsas e acessórios – inclusive peças da 2nd
Floor, marca jovem da grife - com até 50% de desconto.
Ellus
De
segunda a sexta, das 10h às 20h, e no sábado, das 10h às 18h.
Rua Garcia D’ávila, 73 – Ipanema
Dê
Toledo

A classe do showbiz carioca também se mobilizou e embarca na onda de solidariedade pelo Haiti reunindo hoje, a partir das 19h, no palco do Circo Voador, grandes nomes da nossa música.
O bloco Empolga às 9, abre os trabalhos com um cortejo saindo do Teatro Odisséia até o Circo. Logo em seguida se apresentam Ed Motta, Teresa Cristina, Arlindo Cruz, Fernanda Abreu, Martinália, Rogê, Ponto de Equilíbrio e Frevo Diabo.
O Festival Benex organizado pela ONG Viva Rio pretende arrecadar um caminhão de doações, que formarão no jardim do local uma instalação de arte temporária.
Para garantir a entrada é necessário levar 4 unidades de alimentos (água, leite, sucos ou enlatados). E claro, toda mão de obra é voluntária e os artistas não cobraram cachê.
Monique Maia

Sensualidade + fetichismo + humor. Estes são os três
elementos que temperam o livro lançado pela ex-modelo Ellen Von Unwerth,
Fräulein, lançado pela Taschen.
Nas páginas você vai encontrar beldades como Kate Moss, Vanessa Paradis, Britney Spears, Carla Bruni Eva Mendes, Lindsay Lohan, Dita von Teese, Adriana Lima, , Eva Green, Christina Aguilera e Monica Bellucci, Claudia Schiffer, que aparecem em poses que prometem despertar as fantasias de muita gente.
Ellen, que deixou as passarelas para se tornar uma conceituada fotógrafa de moda, selecionou para o livro imagens feitas ao longo de 15 anos, são misturas de fotos coloridas e em preto-e-branco. Um detalhe: a maioria delas ainda não havia sido publicada.
Dê Toledo

Recém-lançada sua coleção
outono-inverno 2010, no último dia de São Paulo Fashion Week, a estilista
Isabela Capeto anuncia uma nova parceria profissional.
Ela assina uma linha de
estampas para o carro Smart, da Mercedes-Benz.
As cinco unidades estampadas
por Isabela, a convite da revendedora Ago, serão colocadas à venda.
Não são lindos?? Reserve já o seu!
Dê Toledo

A linha Look of Love é um dos
lançamentos da grife de lingeries Nu.Luxe para o verão 2009-2010.
A coleção apresenta peças que
brincam com a sensualidade, de forma despretensiosa, sem abrir mão da
sofisticação.
Entre os destaques está o
corselet de decote coração e babados e a calcinha de recortes.
Juntas, essas duas peças resultam num look underwear chique, ótimo para aquelas noites especiais...
Dê Toledo

Ser geek está na moda....
A Lunetterie criou dois
modelos para tornar a ida ao salão mais confortável para quem usa diariamente óculos.
O modelo de aros com
dobradiças ajudam a mulher na hora da automaquiagem: é só levantar o lado a ser
trabalhado e ir enxergando com o outro olho,
devidamente lupado.
Já os óculos coiffeur são perfeitos para ver o resultado do trabalho dos profissionais, sem sujar as hastes de tinta, já que são em formato de pás e se agarram ainda no rosto, sem contornar a orelha.
Muito bem bolado!! Preciso de um!!
Lunetterie
Rio Design Leblon - Rua
Ataufo de Paiva 270 lj. 104 tel: 2512. 9501
Dê Toledo

Devido ao sucesso e a grande
procura pelo brinde do último Fashion Rio, Lenny Niemeyer desenvolveu o mesmo
modelo mas em tamanho maior.
Feita em couro e juta, a bolsa é extremamente prática podendo ser usada tanto na praia, quanto no dia-a-dia.
LENNY
R. Garcia D’avila,149/lj.A
Dê Toledo

Para não perder tempo, a Arezzo, de Anderson Birman, preparou uma novidade que vai muito bem com o mundo moderno e veloz. Uma coleção de relógios práticos e coloridos para ser usado a cada hora, a cada roupa. Por apenas R$ 49,90!
Shopping Rio Sul, 3º piso - Tel.:
2543-1404
Dê Toledo

A Coca-Cola Clothing, grife de
roupas do grupo AMC Têxtil, revive os tempos de dancing days e lança um body
que remete ao fim dos anos 70 e início da década de 80.
Com uma estampa geométrica em
tons neon, a peça imprime um ar revival às produções.
A proposta é combiná-la aos jeans de efeito desgastado da marca, para um look mais atual. No entanto, se a ideia é mergulhar de cabeça na onda oitentista que invadiu a moda, uma boa é usar o body combinado com o denin délavé.
SAC: 47 3247-3000
Elkhero – Rua Vinícius de
Moraes, 98 - Ipanema Tel: 21 2522 0402
Dê Toledo

De acordo com os
supersticiosos, nada melhor que uma carteira vermelha para atrair dinheiro, a
exemplo da lançada pela Colcci para esse verão.
O modelo da
grife pode tanto ser usado dentro da maxi-bolsa do dia a dia como
transpassado, por conta da alça de corrente, para sair à noite.
Uma ótima opção para as românticas que não largam mão da sorte...
Rio Sul - Rua Lauro Sodré, 445
- Loja 301 - C33 C/D | Tel: 21 2542-9617
Barra Shopping - Av. das
Américas, 4666 - Loja 237 HG / Tel: 21 2431-9003
Norte Shopping - Av. Dom
Hélder Câmara, 5474 - Loja 3804 | Tel: 21 3899-7761
Dê Toledo

A
Datskat, grife de moda jovem, está fazendo uma venda especial da coleção de verão
na loja do Leblon.
Vestidos,
saias, camisetas e macaquinhos, estão com 30% de desconto!
A
marca foi criada há seis anos pela Beth e o Ricardo Piquet (mãe e filho) e
começou em um estande da Babilônia Feira Hype.
Datskat
Rua Carlos Gois, 234 – Leblon. Tel.: 2259-8695
Dê
Toledo

A festa também faz
uma bela parceria com o VIVA RIO!
São eles:
ENLATADOS/ REMÉDIOS/ ÁGUA
Vamos ser solidários?
Esperamos e contamos com vocês!
NA BECA
Atlântico - Av. Atlântica 3880
– Copacabana
R$ 40,00 H - R$ 30,00 M - R$ 20,00 Lista

Num dia em que os deuses do clima ameaçaram dar tréguas a nós, pobres mortais, o line up de desfiles esteve mais reduzido, com apenas quatro lançamentos. A primeira grife a desfilar foi a Redley, que confirmou o militar como uma das grandes tendências da temporada de inverno. Utilitários cheios de bolsos e recortes, com peças cheias de listras, recortes e forte referências nos esportes deram as cartas em uma coleção objetiva e clara. Com o náilon à frente de outros tecidos confortáveis, peças em preto, cinza e cáqui foram a base da pirâmide para que verdes, roxos e púrpuras pudessem brilhar e mostrar suas caras em looks honestos, sem grandes arroubos, mas bem usáveis. O casting, como sempre bom, privilegiou a fina nata dos modelos masculinos e femininos com aspecto jovem.
Em uma semana em que os lançamentos masculinos estavam minguados - com exceção do show de abertura da Auslander - foi bom ver duas propostas masculinas diferentes no mesmo dia, em desfiles sequenciados. Após a Redley, a outra grife a se apresentar foi a R.Groove, do talentoso Rique Gonçalves, que mantém o espírito da sua marca e seu inconfundível estilo. Com uma coleção inspirada no mar dos surfistas cariocas, aditivada com pitadas de rock, ele trouxe parkas, paletós, bermudas, calças de gancho baixo, suas já conhecidas carrot pants e outras, mais ajustadas. Algumas formas oversize me lembraram algumas peças new wave que costumava vestir nos oitenta. Ou será que foram as estampas e grafismos dessas mesmas peças que me remeteram a tal referência?
O que foi visto na Têca de Helô Rocha, porém, foi algo bem mais soturno do que peças inspiradas em esportes marítimos e alpinos. As vampiras desfiladas, inspiradas no cult movie de Tony Scott, Fome de Viver (The Hunger) - cool plot de terror tendo à frente a ménage a trois composta pela fria vampira bissexual interpretada por uma Catherine Deneuve em plena forma, seu consorte decadente David Bowie e uma aterrorizada Susan Sarandon, irromperam a passarela tal qual um cortejo de sensuais sanguessugas, sempre prontas a cravar seus caninos nas jugulares de seus pares. Elas trouxeram peças com volumes nos ombros e quadris, mas secas no resto, repletas de detalhes pontuais como maxi brilhos, maxi colares e paetês. Gamas como cobalto, verde turmalina, bordeaux e púrpura completavam looks em preto em cinza. A trilha de Dustin Gallas Gallas era ótima, assim como o cenário da boca de cena, com andaimes de ferro que sustentavam uma infinidade de lustres de cristal grand guignol, mas, particularmente, adoraria ter ouvido uma versão remixada de Bella Lugosi is Dead, a música cult do igualmente cult Bauhaus que pontuou as cenas mais fortes do classic movie de 83.
Se vampiras natimortas tomaram conta da passarela da Têca, a Espaço Fashion trouxe uma legião de cariátides siderais que, por sua vez, me recordaram outro filme, desta vez Duna (Dune), a obra de David Lynch inspirada na novela de sci fi escrita por Frank Herbert. As silhuetas secas, com alguns vestidos e muitas calças, bermudas ciclistas, paletós e blasers bem talhados, com enormes ombros e golas assimétricas, me fizeram lembrar os outfits espaciais dos personagens encarnados por Sting, Kyle McLachan, Patrick Stewart e outros. O supra sumo das beldades nacionais como Carol Trentini, Juliana Imai, Bárbara Berger, Ana Beatriz Barros, Viviane Orth e tantas outras alternaram peças confeciconadas em neoprene e outros tecidos em negro, azul espacial e vermelhos que lembram a aurora marciana, mas confesso que outras meninas que desfilaram, como Bruna Sotilli, são as que mais teriam a ver com o semblante dessa jornada espacial.
Alexandre Schnabl
Seu nome é difícil de lembrar, fácil de esquecer. Ela frequenta passarelas, mas de outro tipo. Seu catwalk singra sinuosos calçadões em Copacabana, ali perto do Lido, e tornou-se conhecida de muita gente da Zona Sul porque sua plástica não deu certo e parece uma Amanda Lepore melanizida. Sem o mesmo ar cult, é claro. Sempre que a vejo me lembro de uma conhecida assessora de empresários da noite; parecem gêmeas. Nunca se soube como ela conseguiu acumular tantos clientes. Mas é certo que sabe envergar bafonicamente um tubinho drapeado de um ombro só, longe da classe de uma top. Aliás, top pra ela é posição na cama. Dizem que tem expertise em pompoarismo e que usava bolinha de pingue pongue, mas não ouso entrar em detalhes acerca do que já ouvi. Arruinaria minha carreira entrar em detalhes.
Meu lado Jeckyl a considera muito jeca, of course. Meu lado Hyde acha essa moça fundamental pra subverter qualquer evento mainstream, seja de moda, gastronomia, decoração ou qualquer outra coisa. Ah, esse meu ascendente geminiano, nasci cosmopolita! Ela nunca foi vampira, mas as pessoas nunca conseguiram ver seu reflexo no espelho. Aliás, só quem a vê é o povo da noite, acostumado a considerar underground freak people como underground freak people de verdade. Meu amigo Neandro Ferreira, o hair designer dos modernos, certamente a acharia divertida de se ver. Talvez até a conheça.
Ontem ela tentava entrar no Píer Mauá para circular, é claro, no catwalk da área de convivência, talvez assistir a algum desfile, tomar prosecco. É dura essa vida. Enquanto ela tenta ampliar seu mercado, eu emendo desfiles com editoriais de moda madrugada adentro. Também me prostituo, mas de outra forma.
Alexandre Schnabl
Nunca é fácil conciliar a vida de jornalista com a de stylist-produtor de moda. As semanas de moda, repletas de tops e com ideias fresquinhas recém-desfiladas, é um prato cheio para se exercitar o olhar e produzir, a toque de caixa, belos editoriais em produções-relâmpago - sempre valorizados pela presença dessas beldades. A coisa toda se torna ainda mais obssesssiva quando vemos que o desejo de produzir algo novo não é só nosso, mas ganha corpo através das lentes dos fotógrafos e das mãos habilidosas dos make up artists, todos prontos a brincar de boneca e testar nessas barbies de carne e osso suas mais recentes pirações. Quando é preciso então produzir tais pautas durante madrugadas viradas de sono, sempre após o último desfile e, além de tudo, atualizar uma coluna como essa aqui na Drops, fica quase impossível fazer tudo ao mesmo tempo. A solução é respirar fundo, meter bala nos ensaios da madrugada, usar muito gelo na cara pra não ser confundido com figurante de Zombieland e começar a escrever tão logo seja possível.
O dia de ontem reservou-nos algumas emoções. A começar pelo desfile da Santa Ephigenia, realizado em um belo local, a Casa Julieta de Serpa, no Flamengo. Em uma semana de moda onde a cenografia dos desfiles parece um tanto relegada a terceiro plano, isso quando ela existe - em detrimento da ótima ambientação do Píer Mauá como um todo (não sei se gostei mais da sexta feira, com os navios militares ancorados no cais, recheados de marines perfilados (ueba!!!), ou nos dois últimos dias, onde os transatlânticos de luxe substituiram os primeiros), é puro colírio para os olhos assistir a um show ambientado em um local lindo, chic, performático por si só. Mais Paris impossível. Quando a bela locação é preenchida por um desfile competente, com uma sucessão de looks incríveis compostos por peças bem executadas, é possível chegar ao nosso ápice de satisfação e até mesmo esquecer o calor nababesco, ainda mais quando o ar condicionado realmente dá o ar de sua graça. Luciano Canale apresentou coleção inspirada nos muckers - austeros colonos alemães do Rio Grande do Sul, nossa versão nacional para o recato das comunidades amish americanas - e apresentou belas peças com pregueados assimétricos, estampinhas florais bem miudas, texturas diferentes na frente e nas costa, alfaiataria bem feita em paletós, jaquetas, saias, calças e blusinhas em tons de off white e gelo, com pitadas de amarelo ou rosa fluor. Tudo bem clarinho, em contraste com preto, além de brilhos purpurinados adicionados de maneira original. Impressionante ver como a inspiração nos recatados imigrantes alemães podia se transformar, na visão única de Luciano, em peças com pegada sexy e urbana. Desde a coleção passada vemos o estilista recriando o DNA da marca, mudando para melhor aquilo que já dava muito certo. No final, a sensação era de sair de lá feliz.
Claudia Simões, novamente trabalhando em parceria com Luciano Canale (olha ele aí de novo!), trouxe peças que versavam pelo esporte sem abrir mão da alfaiataria que costuma fazer a alegria do seu público. O resultado rejuvenesceu a marca e deu certo. A ideia de juntar esporte e alfaiataria não é nova, me lembra muito algumas coleções oitentistas e da virada dos noventa, mesmo alguns ensaios que costumávamos ver em publicações como Sportswear ou Depeche Mode. Vestidos, saias tulipa, peças de cós alto, leggings, bermudas, blusas, camisas e paletós traziam recortes gráficos que, algumas vezes, me recordaram aqueles que Pam Hogg fazia em seus shows na semana de moda londrina, em 90, 91, 92. Os recortes gráficos que contrastavam neutros como preto e cinza com coral, framboesa e carbono agradaram, e a mistura de neoprene, rayon e outros usados por quem pratica esportes com outros tecidos característicos de quem trabalha com alfaiataria, como lã fria, funcionou bem. E é claro que as bermudas ciclistas por baixo de saias é somente para efeito de passarela, ainda mais se levarmos em conta as clientes de Claudia, mais do tipo mulherão. Mas, no âmbito final, gostei do resultado, inclusive do mix de estampas meio optical, mais das em cinza e branco do que das abstratas coloridas.
Fiquei com gostinho de quero mais quando acabou o show ao vivo da banda capitaneada pelas belas e fortes Marininha Franco e Mayana Moura, que sublinhou o desfile da Maria Bonita Extra. Sempre tenho tendência a gostar da coleção da grife, talvez por identificação pessoal com o seu estilo. Confesso que curto as coleções assinadas por Ana Magalhães tanto quanto gostava da época que tinha Andrea Marques à frente. Dessa vez, em um desfile que tinha como tema os beatiniks de Jack Kerouac, Ana pôs o pé na estrada e apresentou mais peças avulsas do que de costume. Os vestidinhos cheios de babadinhos, bordadinhos, corações e outras meiguices que fazem parte da assinatura da marca, entretanto, estavam todos lá. Mas o conjunto de peças isoladas chamou mais a minha atenção do que o o desfile editado. Em especial a perfecto de veludo preto, outra em couro laranja e as camisas com palas com recorte western as costas. Os materiais: veludos, mohair, algodão, tule. A rota 66 nunca esteve tão feminina.
Alexandre Schnabl
O lounge da NIVEA ficou pequeno para tanta gente bonita e antenada!
Fotos Carola Oliveira

Sábado passado, durante o desfile de abertura do Fashion Business, lá no Morro da Urca, cheguei em cima do laço e tive, no início, de assistir o desfile em pé, ao lado do pit dos fotógrafos, até que as coisas se acomodassem e pudesse sentar, sem atrapalhar o povo que estava clicando as modelos. Normal. Isso acontece mesmo, vez por outra, com todo mundo. Antes de conseguir sentar, um rapaz, digamos, avantajado, levantou-se do meu lado e, para conseguir sair, esbarrou em mim (ou empurrou-me!) com uma delicadeza de fazer Nair Bello parecer uma freira Carmelita. Evidentemente caí em cima dos fotógrafos, que não perdoaram. Vocês já levaram xingada de fotógrafo de pit? Não existe terapia lacaniana que dê jeito nesse trauma. Nem regressão à vidas passadas.
Quando, por preguiça, deixo de cortar as unhas das mãos, meu namorado faz terrorismo e diz que estou parecendo um velociraptor, em alusão àquele bichinho perigoso do parque jurássico do Spielberg. Sacanagem. Mas funciona e vou lá rapidinho aparar as arestas. Que nome, portanto, devemos dar a essa criatura que empurra corpinhos silfídicos de jornalistas sequinhos contra a turba enfurecida de fotógrafos de pit?!? A que animal pré-histórico que podemos associá-lo? Ao entranhíssimo gliptodonte? A um tricerátops com dor de dente? Ou mesmo a um megatério bobão e disléxico, como aquele que dá expediente nos episódios de A Era do Gelo?
Acho que me fizeram uma macumba. Das brabas. Ontem, em um dos desfiles do Fashion Rio, o brinde era uma bolsa linda, toda em algodão marinho, modelagem incrível, grandona, ótima pra por tudo dentro. Uma certa senhora, ao ver que o assento ao meu lado ainda estava vazio, correu pra tentar assegurar a tal sacola, esmagando o meu pé com seu saltinho assassino. Em primeiro lugar, o que uma criatura dessas faz em uma semana de moda com um sapato com esse saltoooo? Não era somente um stiletto, mas uma agulha de tricô disfarçada. Ou o furador de gelo com o qual Sharon Stone se divertia em Instinto Selvagem
Participaria essa moça de algum daqueles peep shows fetichistas da Rue Saint Denis em Paris?!? Ou de algum inferninho em Bogotá? Jamais saberemos. O certo mesmo é que, se ela possuir algum cartão de visitas, certamente está escrito "fulana de tal, colecionadora de eco bags". Ou "realizo seus desejos mais masoquistas". Isso me faz lembrar a velhaca tia de um amigo meu, igualmente velhaco, de um clã de turcos de Niterói. Ela tinha uma pousada em Paraty e, inclusive, empregou Madame Satã lá mesmo, como camareira, pouco antes de ele morrer em meados dos setenta. A velha se chamava tia Nagib, turcona autêntica, e ficou famosa porque empurrou Dalva de Oliveira da escada da pousada já que essa não queria pagar a conta da hospedagem. Estou precisando de uma tia Nagib dessas como guarda-costas nas semanas de moda.
Alexandre Schnabl
O salão de negócios do Fashion Rio, está movimentando o mundo da moda! Além das oportunidades de negócios, o Rio-à-porter vai reunir também muita informação. Todos os dias pela manhã, o evento promove o ciclo Brasil: Futuro, Inovação e Identidade, com palestras técnicas e grandes nomes da moda nacional.
Os expositores vão contar ainda com uma nova ferramenta, que disponibiliza informações completas sobre os compradores que passarem pelos estandes. Um coletor de dados com leitor óptico fará a leitura dos dados cadastrais dos visitantes, reunindo as informações em um mailing completo de todos os lojistas e importadores que estiveram no salão.
Um luxo, hein!
Acesso A
Dê Toledo

Gilson Martins completa 25 de carreira, o designer, formado na Escola de Belas Artes-RJ lançou no Fashion Rio, pela editora Estação das Letras e Cores o livro Viajando no design, sua biografia, com passagens expressivas.
O livro realizado a quatro mãos, pelo próprio Gilson ao lado da amiga jornalista Gláucia Centeno, traz o prefácio da pesquisadora de moda, arte, corpo e design, Diana Galvão, e apresentação da semiocista e socióloga, Kathia Castilho.
No livro, a foto de capa e as de abertura de capítulo foram produzidas pelo fotógrafo gaúcho Rômulo Seitenfus e a produção de moda ficou por conta da nossa editora fashion , Thais Amormino. Dividido em 17 capítulos, a história mostra a sensibilidade e leveza de Gilson ao registrar em linhas simples a poesia de suas experiências ao longo de um percurso raro e, por que não dizer, lúdico.
Segundo o designer, o livro é muito mais do que uma biografia, mas um material de consulta para estudantes e pessoas interessadas em moda. O livro faz uma viagem desde as minhas primeiras criações, explica o designer.
Carioca do Santo Cristo, Gilson Martins teve como fonte de inspiração o Pão de Açúcar que era admirado no alto de sua casa à concorrida presença de suas criações esculturas nas mais importantes bienais.
Dê Toledo

Alguns amigos dizem que eu sou muito bonzinho, me chamam de a Polyana dos trópicos. Chegam ao cúmulo de me comparar àquela pré-adolescente irritante, Heidi, a pequena órfã, sempre saltitante, levando um lanchezinho mambembe na cestinha pra seu vovô nos Alpes suíços. Ou aos rechonchudos irmaozinhos Gretl e Hazl (acho que é isso!), sempre prontos a devorar jujubas e outras guloseimas mega calóricas, destruindo a casa açucarada daquela pobre bruxa do pântano. Ledo engano. Fico sempre com a mão coçando, o punho em riste doido pra canetar quando vou pras semanas de moda e vejo louraças vitaminadas belzebentas, envergando tubinhos de paetê com aquele colorido laranja na pele, típico da Vera Fischer nas novelas étnico-kitsch da Glória Perez...
Hoje, não sei se por coincidência ou não - visto que o calor fazia a gente acreditar que, de fato, o hades é aqui - tive uma verdadeira visão do inferno. Duas demônias na fila de um dos desfiles usando tubinhos com os popôs aparecendo, laranjas como uma garrafa de Crush ou, talvez, como aquele personagem cujo nome nunca me lembro, da turma do Fudêncio na MTV. Não digo o nome da grife porque não vou querer queimar a marca, que é bacana, citando a presença dessas duas devotas do demo. Claro que não faço isso. É meu lado Polyana, tudo bem.
E vocês também vão dizer que não é a primeira e nem será a última vez que veremos tais criaturas abissais frequentando semanitas de moda. Ok, concordo. Mas ainda assim preferia oferecer meu fígado, quiçá meu pâncreas, no lugar de Prometeu pro abutre vir devorar todo dia de manhã do que ter que, em pleno domingo calorento de expediente de trabalho, ser obrigado a me contorcer com uma visão demoníaca dessas. Nem o Alex de Malcolm McDowell, em Laranja Mecânica, sofreu tanto em sua experiência behaviorista.
Pra piorar as coisas, após o último texto na sala de imprensa, quando chegava aqui de noite em Ipanema, cheio de sacolas com roupas de desfile para serem usadas nos editoriais que vou produzir essa semana, acabei encontrando as mesmas duas jararacas comendo linguicinha - assim mesmo sem trema - no churrasqueto da rua Visconde de Pirajá, em frente ao bar gay Tô Nem Aí. Amanhã levo o esquadrão caça-mocréia ao evento. Conheço um colecionador moçambicano que paga uma grana por bichos exóticos...
Alexandre Schnabl

O terceiro dia do Fashion Rio apresentou propostas interessantes, capazes de fazer o público esquecer que o Pier Mauá havia se transformado em um imenso guisado, dado o suadouro proporcionado pelo calor avassalador. Por que será que o ar não funciona nas salas? - essa era a pergunta mais ouvida, dando a entender que o ragnarok de 2012, de fato, já está dando as cartas por aqui.
O que escrever sobre uma grife que sempre apresenta coleções impecáveis e mega bem editadas em desfiles que, sem deixar de ser técnicos, são capazes de enternecer até os corações das governantas de novela mexicana? Essa deveria ser a pergunta que abriria esse parágrafo. Entretanto, Mara Mac sempre consegue a cada edição do evento surpreender, fazendo incansavelmente um dos melhores desfiles. Mara comanda com pegada firme sua competente equipe de estilo e, dessa vez, trouxe às passarelas os mares gelados do hemisfério norte, de alguma paragem, talvez, do Mar do Norte ou do Ártico. Em um cenário limpo onde, ao fundo, se viam projeções e com um farol que iluminava cenograficamente o ambiente, as modelos desfilaram uma coleção bem resolvida, lindamente talhada, onde as gamas frias como marinho profundo, azul intenso e verde azulado contrastavam com laranjas e vermelhos que remetem às bóias das embarcações, completadas por cinza. O look usado por Viviane Orth na abertura, com uma pelerine que somente poderia ter saído da cabeça de Mara, impressionou. E o primeiro look vestido por Ana Claudia Michels, com blusa azulão e saia em preto e cinza também sacudiu a platéia. Top top total: as botas e as luvas da coleção, um must have.
As Filhas de Gaia mostraram mais uma vez aquilo que sabem fazer com maestria: vestido curtinhos, sexies e bem modelados. A novidade ficou por conta dos shapes mais sequinhos, já noventistas, misturados às mangas e ombros exagerados que lembram Mugler, Montana, Alaïa. E as anquinhas feitas com tiras bondage armadonas, quem sabe, poderiam evocar Maria Antonietas futuristas. Uma pergunta ficou no ar: já não vimos aquelas ombreiras enoooormes e verticais, capazes de nos fazer duvidar de que a mega fauna realmente desapareceu no pleistoceno, em outras coleções? Martin Margielaaaa, acuda-me! As meninas são muito boas, talentosas, a grife é boa, sei lá, tava tudo muito bom, tava tudo muito bem, mas realmente achei isso desnecessário...
A Cavendish apresentou singelas coletoras de chá da China, Japão e Indochina num conjunto onde o roxo profundo substituiu o preto quase onipresente nas outras coleções vistas. Gamas suaves como rosas antigos, lilases, mentas, verde celadon, cinzas clarinhos e violetas imperaram, mostrando um resultado romântico, delicado, Cavendish mesmo, como sempre a grife sabe ser. A identidade da marca sempre se mantém, pra alegria das suas consumidoras e de nós, apreciadores do trabalho das irmãs. Dobraduras, drapeados e plissados deram as cartas em modelagens ainda soltinhas, e superfícies lisas alternavam-se com floraizinhos liberty aquarelados. Compareceram também um pouco de couro e um pouco de brilho, além de acessórios charmosinhos como cintinhos de flores em couro, sapatinhos de glitter e chapeuzinhos retrô. Tudo inho, muito inho, bem de acordo com o tema proposto, pra lá de delicadinho.
Graça Ottoni é um caso à parte: se supera a cada temporada. Dessa vez ela trouxe uma coleção que teve como ponto de partida uma pintura, de tecido sobre a mesa, servindo de mata borrão e que foi usada como base para outras pinturas. Parece abstrato? Talvez. Mas a criatividade de Graça nunca é vaga e as peças apresentadas, como era de se esperar, vieram com coerência ímpar, sempre lindas de se ver numa passarela e perfeitas para serem consumidas. Vestidos e saias curtas, casacos em forma de casulo, texturas com interferências manuais, lãs e vestidos longos seguiram-se na passarela revelando uma cartela de cores bonita e delicada. Púrpuras como bordeaux, magenta, fúcsia (ainda!), uva e rosáceos desdobravam-se em mostarda, verde, gelo, bege. Como diria Dolores, minha amiga espanhola cantora de ópera: "Increible!" Amei. Em um inverno onde pulularão rock stars de todos os tipos e charmosos vampiros - que parecem saltar das telas do cinema e da televisão para as vitrines de inverno - a coleção de Graça é única e especial, e se houver alguma identificação das peças com a profusão de sanguessugas mordedores de jugular que veremos nessa temporada, que seja então pela associação com as românticas e diáfanas noivas de Drácula, etéreas e delicadas, ainda que conservando dentro de si o vermelho-paixão.
A Coven de Liliane Rebehy, como sempre, também disse a que veio. Saí do backstage com uma vontade enorme de usar suas criações em editoriais; uma pena que seja sempre tão complicado obter as peças em tempo hábil para podermos abrilhantar nossos ensaios de moda! Seus tricôs dessa vez tiveram como referências a guerra contada através de guerreiras medievais, highlanders escocesas e elementos pinçados de gravura de guerra do espanhol Goya. E o colorido do circo, alegre, vital, dinâmico. Como se arautos, trapezistas, contorcionistas e bobos da corte se transmutassem em guerreiros de armaduras reluzentes. Ou vice-versa. Os camuflados que misturavam foscos e brilhos deixaram todos com água na boca, e os leggings e meiões de tricô deram o que falar. Como novidade jeans construídos junto com tricô, importantíssimos para a coleção, já que essa matéria-prima nessa temporada ganhou um gás a mais nas vitrines da Europa.
Alexandre Schnabl
Foto: Agência Fotosite
